<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854</id><updated>2012-01-01T06:59:34.169+01:00</updated><title type='text'>Estado Civil</title><subtitle type='html'>smoke and mirrors / special effects / a little fear a little sex</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://estadocivil.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1706</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-7643546484486492570</id><published>2009-01-07T00:15:00.000+01:00</published><updated>2009-01-07T02:24:13.902+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DggJmg3aWnw&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DggJmg3aWnw&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-7643546484486492570?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7643546484486492570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7643546484486492570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2009/01/blog-post_07.html' title=''/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-161060816835050740</id><published>2009-01-06T09:36:00.005+01:00</published><updated>2009-01-09T01:05:05.863+01:00</updated><title type='text'>Agora pelo menos</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wsTuzI0F2aQ&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wsTuzI0F2aQ&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segmento «Fiction» do seu filme &lt;em&gt;Storytelling&lt;/em&gt; (2001), Todd Solondz conta a história de uma rapariga que se inscreve num curso de escrita criativa e se envolve sexualmente com o professor, um negro vencedor do Pulitzer. Ele aprecia sexo à bruta, e gosta de insultos raciais durante o acto. Chocada com o que ele a obriga a fazer e dizer, a rapariga decide escrever um conto confessional e explícito sobre essa experiência, texto que lê alto na aula, visivelmente perturbada. Os colegas fazem toda a espécie de comentários desagradáveis sobre a história (morais, estilísticos, ideológicos, pedantes).«Mas isto &lt;em&gt;aconteceu&lt;/em&gt;», exclama a rapariga. O professor, que esteve calado e sisudo, comenta: «Eu não sei o que &lt;em&gt;aconteceu&lt;/em&gt;, Vi, porque quando começas a escrever, torna-se tudo ficção». Mas acrescenta que, de todo o modo, esta história, comparada com as tentativas anteriores, é um avanço: «Agora pelos menos há um princípio, um meio e um fim».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-161060816835050740?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/161060816835050740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/161060816835050740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2009/01/agora-pelo-menos.html' title='Agora pelo menos'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-8205726191712922800</id><published>2009-01-05T23:12:00.008+01:00</published><updated>2009-01-09T01:07:56.376+01:00</updated><title type='text'>Luto e melancolia</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.psychic-tymes.com/image18/melancholia.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto tem-me acompanhado no último ano: chama-se em alemão &lt;em&gt;Trauer und Melancholie&lt;/em&gt; (belo título) e foi publicado por Sigmund Freud em 1916. Para compreender este ensaio é preciso ter em atenção que Freud utiliza as duas palavras-chave em sentido diferente do habitual. Assim, «luto» não designa apenas o sentimento de pesar pela morte de alguém, mas o sentimento de perda de qualquer «objecto» real ou imaginado (uma pessoa, um tempo, um sítio, uma ideia). De igual modo, «melancolia» não é uma tristeza benigna mas equivale aqui ao conceito de «depressão». A questão é a seguinte: como é que se passa (e como se evita passar) do luto à melancolia? Ou dito de outro modo: da tristeza (normal) à depressão (patológica)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freud sugere que a passagem do normal para o patológico acontece por dois motivos: um fracasso e um desvio. O sujeito não consegue desligar-se emocionalmente do objecto que perdeu, isto é, não faz o luto completo, e a dado momento desvia o sentimento que tinha sobre o objecto em direcção a si mesmo. É, escreve Freud, como se o sujeito perdesse não o objecto mas o «eu». Ele identifica o ego com o objecto e, uma vez derrubada a barreira da auto-estima, ataca o ego como se atacasse o objecto perdido. Cada lamento é uma acusação, cada acto masoquista uma raiva reprimida. Um exemplo clássico deste personagem, diz Freud, é Hamlet, o doce príncipe condenado à sua irresolúvel angústia e aos seus inúteis teatros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freud não considera que a melancolia seja totalmente negativa. É verdade que ela causa grande sofrimento ao sujeito, mas é uma espécie de porta para a verdade. A melancolia, dada a sua natureza introspectiva, ajuda ao auto-conhecimento. Freud comenta com ironia que às vezes é preciso ficarmos doentes para nos conhecermos. Não é que as ideias do melancólico sobre si e sobre o mundo estejam «certas». Isso não importa: o que importa é representação que ele faz de si e do mundo. É porque essa representação existe que se pode actuar sobre ela. E nem é preciso que seja no contexto médico. Todos os melancólicos fazem gradual e periodicamente uma complicadíssima verificação para saberem se se querem separar do objecto morto (uma pessoa, um tempo, um sítio, uma ideia). Curiosamente, é a própria experiência da melancolia que «desobscurece» o que estava oculto, o que permanecia ambíguo e ambivalente. Freud explica isso numa formulação muito bonita: o amor, ao refugiar-se no ego, escapou à extinção. E um dia, com o tempo, sai desse turbulento refúgio. E então o sujeito que sofre torna-se um sujeito consciente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-8205726191712922800?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/8205726191712922800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/8205726191712922800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2009/01/luto-e-melancolia.html' title='Luto e melancolia'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-7477285572360315609</id><published>2009-01-02T00:05:00.001+01:00</published><updated>2009-01-06T23:28:32.993+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Nas últimas semanas os posts têm entrado anarquicamente. Já estão completos os textos sobre &lt;a href="http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/educao-sexual.html"&gt;Summer of 42&lt;/a&gt;, as mulheres que &lt;a href="http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/como-j-escrevi-noutra-ocasio.html"&gt;Deus&lt;/a&gt; criou, uma sinopse do &lt;a href="http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/o-caderno-ingls.html"&gt;caderno inglês&lt;/a&gt; que perdi há dias, a versão final da lista de &lt;a href="http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/os-melhores-de-2008-discos.html"&gt;blogues, discos, filmes e livros&lt;/a&gt; do ano, a actualização dos grandes &lt;a href="http://http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/acontecimentos-do-ano-alm-da-crise.html"&gt;acontecimentos&lt;/a&gt; e do &lt;a href="http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/in-memoriam.html"&gt;in memoriam&lt;/a&gt;, e a &lt;a href="http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/blog-post_30.html"&gt;mensagem&lt;/a&gt; de fim de ano» mais notável de todas.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-7477285572360315609?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7477285572360315609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7477285572360315609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2009/01/nas-ltimas-semanas-os-textos-tm-entrado.html' title=''/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1241725789960409284</id><published>2008-12-31T03:13:00.009+01:00</published><updated>2009-01-07T02:25:02.023+01:00</updated><title type='text'>2006 /2008</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SVrXX3uz0UI/AAAAAAAAANI/ByP6uVCnSlc/s1600-h/ea.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SVrXX3uz0UI/AAAAAAAAANI/ByP6uVCnSlc/s320/ea.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285773917769945410" /&gt;&lt;/a&gt; Mas o que foi este psicodrama, ó Mexia? Como dizia o outro: &lt;em&gt;follow me&lt;/em&gt;. Todos temos um punhado de experiências que modificam as nossas vidas para sempre, certo? Certo. Esta foi uma delas, e aconteceu que eu tinha um blogue e me apeteceu escrever sobre isso. Ser o sismógrafo de mim próprio, num período violento e perigoso. É que se há episódios que afectam bocados da nossa vida, este afectou todos: foi um &lt;em&gt;acontecimento&lt;/em&gt;, como diz o Badiou ou o que é. Há um antes e um depois de 2006, uma pessoa diferente em termos estéticos, psicológicos, políticos, morais, filosóficos, sexuais, científicos, estilísticos, temperamentais, emotivos, sociais e mesmo religiosos. Foi como o &lt;em&gt;trivium&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;quadrivium&lt;/em&gt; medievais: um curso intensivo sobre tudo. Ela supõe que tomou uma questionável decisão de gosto (não tomou: o gosto dela é irrepreensível), quando na verdade tomou uma decisão ética colossal. Bem sei que vivemos em tempos em que não nos tocamos senão no sentido carnal, em que somos pós dos modernos e tudo é fungível e esquecível em dois minutos. Lamento mas eu sou enxertado de oitocentista (já tinham reparado), acho que aquilo que fazemos fica connosco e também afecta os outros. E às vezes destrói-nos e nós e destrói os outros. Tinha um blogue e dei conta disso, em directo e sem rede, como quem vê um papel no fogo a encarquilhar-se, a ficar negro, a ser desfeito pelas chamas, primeiro as pontas queimadas, depois uns riscos alaranjados que despontam na outra extremidade após um fogacho, depois uma confluência de fogos algures a meio, onde o papel já é uma bola carbonizada, cinza frágil ao toque. Eis o que vistes, e não foi bonito, alguém que fez dois bonecos vudu e foi espetando um e outro como entretém para os convidados, mas gostava que tivesse ficado mais alguma coisa, um homem que como no poema de Yeats «&lt;em&gt;knows all the cost&lt;/em&gt;» porque «&lt;em&gt;he gave all his heart and lost&lt;/em&gt;». Perdi, perdi em grande, e agradeço a todos aqueles que por bons ou maus motivos foram espreitando a minha derrota.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1241725789960409284?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1241725789960409284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1241725789960409284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/blog-post_1280.html' title='2006 /2008'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SVrXX3uz0UI/AAAAAAAAANI/ByP6uVCnSlc/s72-c/ea.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1071726713267491590</id><published>2008-12-31T02:11:00.002+01:00</published><updated>2008-12-31T03:29:22.585+01:00</updated><title type='text'>Diário de um mau ano</title><content type='html'>&lt;em&gt;«(...) there was something personal going on, something to do with age and regret and the tears of things. Which she did not particularly like, did not want to evoke, though it was a tribute to her (...)».&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J.M. Coetzee, &lt;em&gt;Diary of a Bad Year&lt;/em&gt; (2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://pubimages.randomhouse.co.uk/getimage.aspx?id=184655120X&amp;issue=1&amp;size=largeweb&amp;class=books"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1071726713267491590?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1071726713267491590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1071726713267491590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/blog-post_31.html' title='Diário de um mau ano'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-7235743289841256139</id><published>2008-12-31T01:47:00.005+01:00</published><updated>2008-12-31T02:56:31.085+01:00</updated><title type='text'>Uma rede de enguias</title><content type='html'>&lt;em&gt;A Chincha é uma rede com o comprimento aproximado de 32 braças (cada braça ronda 1,5 m) dividida em 2 partes iguais, levando ao meio um saco com 5 braças, sendo a malha mais apertada no final. Em todo o comprimento da rede leva em ambos os lados uma corda (tralha). No lado de fora é colocada a cortiça (ou bóias), para manter a rede à tona da água, e no de dentro é posto chumbo (ou bolos de barro), para que a rede chegue ao fundo do rio. Em ambas as pontas tem o calão (pequeno pau de madeira) do qual saem as cordas. Entre o calão (0,5 braça) e o saco, a rede vai alargando para as 2,5 braças. Para que a rede se mantenha o mais coordenada possível, são utilizadas bóias bem mais visíveis sobre o saco que se mantêm sempre fora de água. As cordas têm também uma marca que especialmente à noite é um auxiliar importante.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[do site &lt;a href="http://www.ovarvirtual.com/versao2/gastronomiaenguias.asp?"&gt;Ovar Virtual&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www2.dpi.qld.gov.au/images/10986.gif"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I have sat and listened to too many&lt;br /&gt;words of the collaborating muse,&lt;br /&gt;and plotted perhaps too freely with my life,&lt;br /&gt;not avoiding injury to others,&lt;br /&gt;not avoiding injury to myself--&lt;br /&gt;to ask compassion . . . this book, half fiction, &lt;br /&gt;an eelnet made by man for the eel fighting &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(excerto de «Dolphin», de Robert Lowell, da colectânea &lt;em&gt;The Dolphin&lt;/em&gt;, 1973)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-7235743289841256139?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7235743289841256139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7235743289841256139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/uma-rede-de-enguias.html' title='Uma rede de enguias'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1666423592339011825</id><published>2008-12-31T01:44:00.004+01:00</published><updated>2009-01-02T12:15:18.674+01:00</updated><title type='text'>Sono e tempestade</title><content type='html'>Li uma lúcida entrevista ao centenário Elliott Carter e comprei um disco dele, porque nunca tinha ouvido nada. Uma vez que o idioma musical vanguardista me é desconhecido, escolhi território conhecido: os poemas de Robert Lowell, que Carter adaptou em &lt;em&gt;In Sleep, In Thunder&lt;/em&gt; (1981), seis canções para tenor e catorze instrumentos. Os poemas de Lowell, sobre crises pessoais e crises de fé, são maravilhosos, no seu formalismo heterodoxo e nas constantes guinadas de tom. Carter escreveu que apreciava naqueles textos «as mudanças rápidas e controladas, da paixão para a ternura, do humor para o sentimento de perda». A volatilidade dos versos de Lowell (espelho da sua depressão) serve a Carter como exercício mozartiano de contradições. Os poemas (e as canções) são paródicos, pastorais, mas também tresloucados e violentos, como nesse «Dies Irae» que dá o mote apocalíptico ao conjunto (é Deus que fala connosco «&lt;em&gt;in sleep, in thunder&lt;/em&gt;»). Tanto nos poemas amorosos como nos poemas religiosos, a irrequietude sofisticada e sofrida de Lowell era um desafio, mas Elliott Carter pegou nesses poemas e compôs canções sofridas, irrequietas e sofisticadas. Homenageou assim o seu amigo Robert Lowell como só um amigo consegue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1666423592339011825?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1666423592339011825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1666423592339011825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/sono-e-tempestade.html' title='Sono e tempestade'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-2077324959283351889</id><published>2008-12-30T14:59:00.002+01:00</published><updated>2009-01-06T23:24:16.882+01:00</updated><title type='text'>À cidade e ao mundo</title><content type='html'>De todas as alocuções de fim de ano (presidente, primeiro-ministro, cardeal patriarca) aquela de que mais gostei foi a de Cláudia Vieira, &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2008/12/28/artes/se_houver_possibilidade_deixo_escapa.html"&gt;difundida&lt;/a&gt; à cidade e ao mundo via Diário de Notícias. E não gostei apenas porque gostaria de Cláudia Vieira mesmo a ler a lista telefónica (gostaria), mas porque a entrevista confirmou tudo o que eu tenho defendido, contra os seus detractores cegos e estúpidos. Comecemos por isto: Cláudia é uma mulher. Quanto o entrevistador diz que ela nasceu em 1979, ela corrige e anuncia que nasceu em 1978. Não há muitas mulheres que corrijam a sua idade para mais, especialmente na fronteira entre décadas. Cláudia tem pois 30, a caminho dos 31, não é uma meninoca qualquer, como uma rapariguelha com quem tentam que ela se confronte, uma rita que não é de cássia e tem uma mamas impositivas. Nada é impositivo em Claúdia, tudo é seguro como a Lianor de Camões pela verdura. Parece que ela ficou «surpreendida» com uma entrevista tão extensa e com tanto destaque num jornal generalista, mas isso é a tranquila modéstia dos grandes. Porque Cláudia está à vontade, do princípio ao fim. Aliás, toda a entrevista é sobre «estar à vontade»: estar à vontade com a celebridade, estar à vontade com a exposição, estar à vontade com os cartazes em lingerie e estar à vontade com as cenas de nudez. A resposta a todas estas dúvidas é simples: Cláudia Vieira está à vontade. Sente-se bem consigo mesma, resguarda a vida privada na medida do possível, gosta de se ver nos cartazes, quis cenas de nudez a contraluz, diz sobre as fotos da GQ «as mais ousadas é que estavam melhores» (um juízo estético como código moral), não ponderou ainda possíveis convites da &lt;em&gt;Playboy&lt;/em&gt; portuguesa e quanto aos mupis garante: «é tudo verdade» (i.e. sem Photoshop, mas deixem que veja aqui um aforismo mais elevado). Ela tornou-se conhecida como estrela de novelas, mas agora está nas mentes de todos os homens (excepto os cegos e estúpidos) por causa da Triumph. Quanto a esse assunto, é pragmática: à conta do anúncio, a marca abriu mais lojas e ela, Cláudia, tornou-se mais conhecida e foi eleita a «nona mulher mais bonita do mundo». As feministas degradam as mulheres como sendo «objectificadas» pela nossa sociedade. Mas elas são sujeitos, às vezes sujeitos &lt;em&gt;negociais&lt;/em&gt;, e neste caso foi um negócio proveitoso para ambas as partes. Habituem-se. E a «pressão?», pergunta o jornalista. Ela está (já sabem) à vontade com isso, e afasta facilmente propostas indecentes. Aquilo que a surpreende é que faça agora parte do «imaginário» de homens que já a conheciam e que ela não pensava que lhe ligassem nenhuma. A explicação é evidente, tão evidente como a avidez dos cartazes, e que eu aliás já decifrei nos cartazes: Claúdia é uma mulher simples, descontraída, natural, aquilo a que eu chamei, numa expressão contestada, uma rapariga portuguesa. Não há lascívia na persona pública de Cláudia, como se vê quando ela refere a «pele sensível» (é por isso que cora tão facilmente), a tez morena, quando aponta para o peito e diz que desconhece as suas medidas (86-64-94) ou quando confessa que gosta da sua barriga e não gosta das suas mãos (é rara a mulher bonita que gosta das suas mãos, porquê?). Se ela está tão à vontade é porque já foi uma rapariga como as outras, meio «patinho feio» e tudo, muito alta para a sua idade e desportista, até um surfista lhe deu tampa (um surfista cego e estúpido). Depois (aos 17) é que começou a entrar naquelas «avaliações da rapariga mais bonita da escola» (e diz «avaliações» com a mesma tranquilidade com que admite que é bonita). Agora, reconhece que tem outro «estatuto» (o de símbolo sexual), com o qual se sente (mais uma vez) à vontade, e que luta por outro «patamar» como actriz. Sendo actriz de televisão, passa por cima das tricas televisivas nacionais e anuncia o seu interesse em novelas da Globo. É o começo da internacionalização, que também passa pelo cinema. As estreias com CV que aí vêm são fraquinhas, mas o que ela gostava era de trabalhar com cineastas propriamente ditos, filmar com Woody Allen por exemplo: «Pode ser que ele leia esta entrevista» (que doçura). Ela vai entretanto debutar em teatro (Paulo Matos, que a Força esteja contigo), e anda ansiosa, com a barriga às voltas (e nós visualizamos voltas na barriga na Cláudia Vieira). Mas é medo passageiro, porque ela triunfa sempre (viram o trocadilho?). Se Cláudia está tão à vontade com o mundo é porque tem uma relação estável com o mundo, o que também passa por um namoro estável (gosto quando ela refere o namorado com nome e apelido). Aos 30 (não 29), Cláudia ouve o relógio e quer ser mãe um dia destes, até porque aprecia a vida em família. É isso que ela quer da vida, e não necessariamente grandes paixões, que as paixões são inimigas de estabilidade: «Isso dos grandes amores tem dias», e nem La Rochefoucauld o disse mais bem dito. Em todo o caso, em casa, no teatro e no mundo, ela acha que é tempo de mudança. Ela, que é «de centro», assegura que não defende «a mudança pela mudança» (é de centro-direita, vá). Mas uma coisa é certa, ao contrário das meninocas empinadas e esparvoadas, Cláudia não será um epifenómeno, pelo menos se tiver juizinho, e esta rapariga tem mais juizinho que trinta juízes do Supremo. Deus a vigie e proteja, são os meus votos à cidade e ao mundo. Ide, e que ela vos acompanhe. Ámen.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-2077324959283351889?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/2077324959283351889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/2077324959283351889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/blog-post_30.html' title='À cidade e ao mundo'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-4745961465825638376</id><published>2008-12-30T13:34:00.010+01:00</published><updated>2009-01-02T12:19:27.978+01:00</updated><title type='text'>Vá para fora cá dentro</title><content type='html'>Será que a blogosfera está «cada vez pior», como pretende (e é isso mesmo: pretende) &lt;a href="http://abrupto.blogspot.com/2008/12/boas-ms-pssimas-coisas-na-comunicao.html"&gt;Pacheco Pereira&lt;/a&gt;? É evidente que a blogosfera foi uma novidade e um &lt;em&gt;fenómeno&lt;/em&gt; em 2003, e que depois disso cresceu muito para além do pequeno grupo inicial, instalou-se nos nossos hábitos e, digamos, estabilizou. O seu crescimento desmesurado faz com que hoje seja bastante difícil dizer generalidades sobre «a blogosfera». Embora Pacheco Pereira tenha já dito que «lê tudo», é objectivamente impossível ler todos os blogues portugueses em actividade, e todos conhecemos um punhado de blogues bons mas obscuros, geralmente porque não são cooptados por ninguém. Haverá sem exagero uma centena blogues que vale a pena ler de vez em quando. Desses cem, há uns trinta com os quais tenho mais afinidades, e são esses que estão na minha lista de links, mas às vezes visito outros, sobretudo quando alguém me chama a atenção para um texto específico. É verdade que os blogues «conhecidos» estacionaram, e que a blogosfera não anda muito «excitante», mas não se vê em que sentido é que está «cada vez pior». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece é que Pacheco Pereira só está atento à blogosfera «pública», aquela que se dedica a escrever sobre o «LÁ FORA» (sic). Por isso é que Pacheco diz, e tem razão: « [a blogosfera] Ganhou todos os defeitos do jornalismo, quer os públicos, quer os de bastidores (…) e nenhuma das qualidades. (…) Está a tornar-se numa colecção de dichotes, pseudopiadas, ajuste de contas, e "bocas" que passam por ser opiniões. No geral é tudo muito mau, mesmo muito mau. (…) Pelas mesmas razões e com os mesmos personagens (na maioria jornalistas) a blogosfera politizou-se no pior sentido, de forma obscura e pouco transparente». Genericamente isto é verdade, e o tédio e trivialidade da blogosfera «política» dão razões ao pessimismo de Pacheco. Mas nem só do LÁ FORA vivem os blogues. Pacheco tem aquela velha repugnância marxista pelo registo autobiográfico emotivo, e por isso não liga à blogosfera do CÁ DENTRO, mas a blogosfera do CÁ DENTRO tem gente interessantíssima, culta e de boa prosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que se os desgostos amorosos, o envelhecimento, o luto, a sedução, o medo, a alegria, o tédio, a chacota, a libido, a saudade, a raiva ou as angústias metafísicas não interessam nada, então a blogosfera é de facto pouco interessante. Só que, ao contrário do que diz Pacheco, a blogosfera «pessoal» (que não necessariamente confessional ou intimista)é bem interessante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pacheco, que se acha sempre um adulto no meio de adolescentes, repudia os «estados de alma», que considera simples imaturidade ou exibicionismo. O longo convívio com a história do comunismo soviético acentuou nele essa ideia terrível: a de que só têm interesse os problemas &lt;em&gt;colectivos&lt;/em&gt; (e sisudos), ao passo que as preocupações individuais são umbiguismo estéril. Triste jdanovismo este, vindo de um homem que preza a liberdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-4745961465825638376?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4745961465825638376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4745961465825638376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/triste-jdanovismo.html' title='Vá para fora cá dentro'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-4484326481681872028</id><published>2008-12-30T13:20:00.002+01:00</published><updated>2008-12-30T17:43:56.153+01:00</updated><title type='text'>Wow</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.jbhifionline.com.au/productimages/medium/361154.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final duma fabulosa versão de «Master and Everyone» (última faixa do álbum ao vivo &lt;em&gt;Is It The Sea?&lt;/em&gt;) há um silêncio e um homem diz «wow» antes de a casa vir abaixo. Eu também aplaudia, se lá estivesse, mas não há nada como aquele «wow», aquele espanto que é ao mesmo tempo elogio e gratidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-4484326481681872028?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4484326481681872028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4484326481681872028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/wow.html' title='Wow'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-6716041775400212399</id><published>2008-12-30T13:18:00.005+01:00</published><updated>2009-01-05T16:10:19.865+01:00</updated><title type='text'>O caderno inglês</title><content type='html'>&lt;img src="http://farm4.static.flickr.com/3159/2944789944_1d5c76281e.jpg?v=0"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor de 2008 estava também no meu caderno inglês, que perdi num táxi, em Lisboa, anotações precisas (e agora imprecisas) da minha última estada londrina. Uma semana sozinho e à chuva e no &lt;em&gt;No Man's Land&lt;/em&gt; de Pinter com um Michael Gambon portentoso, na apertada Rough Trade a comprar discos dos Magazine e dos Josef K, na sala do santo divã freudiano em Maresfield Gardens, na Waterstone's de Piccadilly sentado no meio da poesia, nos cinemas e esplanadas de Leicester Square, num teatrinho de bairro em Hampstead ao domingo, numa exposição Bacon com os recortes do estúdio dele (toureiros esventrados, estudos de Muybridge,  acidentes de automóvel), na London Review Bookshopo que é a minha ideia de civilização, no &lt;em&gt;Ivanov&lt;/em&gt; na versão de Stoppard com as suas cenas de festa e tragédia, no Rothko da fase negra que torna variado e metafísico o negrume total, no tributo a Nico com Cale &amp; amigos. (Peter Murphy imponente, Mark Lanegan cavernoso, a ladina Eleanor Friedberger, os berros de James Dean Bradfield, o cowboy renitente Mark Linkous), na misoginia divertida e dolorosa dos &lt;em&gt;Credores&lt;/em&gt; de Strindberg, na minha colecção Bresson completada com &lt;em&gt;Le Diable Probablement&lt;/em&gt;, tudo isto e mais, a minha quarta ida a Londres em dois anos, desde que o Pedro me abanou duma tristeza profunda em 2006 com um simples bilhete de avião, Londres como gesto de amizade, Londres como oxigénio na minha fase de dióxido de carbono, num mundo tão triste mas menos exaltante que Strindberg, Nico ou uma tela negra e ainda mais negra de Rothko.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-6716041775400212399?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6716041775400212399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6716041775400212399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/o-caderno-ingls.html' title='O caderno inglês'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1586905020063500318</id><published>2008-12-30T12:16:00.004+01:00</published><updated>2008-12-30T12:22:40.296+01:00</updated><title type='text'>Hetero-autobiografia aos 36</title><content type='html'>&lt;em&gt;1. Começo te dizendo que não tenho nada contra manipular, assim como não tenho nada contra ser manipulado; ser instrumento da vontade de terceiros é condição da existência, ninguém escapa a isso, e acho que as coisas, quando se passam desse jeito, se passam como não poderiam deixar de passar (a falta de recato não é minha, é da vida). Mas te advirto, Paula: a partir de agora, não conte mais comigo como tua ferramenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Você me deu muitas coisas, me cumulou de atenções (...). Não quero discutir os motivos da tua generosidade, me limito a um formal agradecimento, recusando contudo, a todo risco, te fazer a credora que pode ainda chegar e me cobrar: "você não tem o direito de fazer isso". Fazer isso ou aquilo é problema meu, e não te devo explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Nem foi preciso fazer um voto de pobreza, mas fiz há muito o voto de ignorância, e hoje, beirando os quarenta, estou fazendo também o meu voto de castidade. Você tem razão, Paula: não chego sequer a conservador, sou simplesmente um obscurantista. Mas deixe este obscurantista em paz, afinal, ele nunca se preocupou em fazer proselitismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. (...) É preciso saber ouvir os gemidos da juventude: em geral, vocês reclamam é pela ausência de uma autoridade forte, mas eu, que nada tenho a impor, entenda isso, Paula, decididamente não quero te governar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. (...) Está muito certa aquela tua amiga frenética quando te diz que sou "incapaz de curtir gentes maravilhosas". Sou incapaz mesmo, não gosto de "gentes maravilhosas", não gosto de gente, para abreviar minhas preferências. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. No pardieiro que é este mundo, onde a sensibilidade, como de resto a consciência, não passa de uma insuspeitada degenerescência, certos espíritos só podiam mesmo se dar muito mal na vida; mas encontrei, Paula, esquivo, o meu abrigo: coração duro, homem maduro. (...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(«O ventre seco», de Raduan Nassar, do magnífico livro de contos &lt;em&gt;Menina a Caminho&lt;/em&gt;, 1997, edição portuguesa da Cotovia)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1586905020063500318?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1586905020063500318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1586905020063500318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/hetero-autobiografia-aos-36.html' title='Hetero-autobiografia aos 36'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-2747748009741090096</id><published>2008-12-30T12:00:00.004+01:00</published><updated>2009-01-02T12:15:52.438+01:00</updated><title type='text'>Sweet about me</title><content type='html'>Acordo com aquela canção em que uma menina repete no refrão «&lt;em&gt;nothing sweet about me&lt;/em&gt;», mas não adianta, mesmo que o demónio tome a forma de telefonia matinal não adianta, acabou-se, sweet ou nothing sweet acabou-se, nem todas as meninas são doces, que espécie de idiota imagina tal coisa?, e onde não há ternura não há obrigações, cada um vai à sua vida, já foi, tenho pena que fique essa memória dela e essa experiência de mim, um «&lt;em&gt;nothing sweet&lt;/em&gt;» mútuo e em fases, a dela calculista e a minha quase criminosa, mas paciência, o demónio que não me tente que eu já lhe dei suficientes agrados, que ele vá à sua vida, como ela e eu, porque é preciso renunciar à tentação da tristeza e depois à tentação da amargura, e então quem é derrotado é o próprio demónio que, quem sabe, talvez um dia se torne dócil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-2747748009741090096?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/2747748009741090096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/2747748009741090096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/sweet-about-me.html' title='Sweet about me'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1429289609713600149</id><published>2008-12-30T02:10:00.005+01:00</published><updated>2008-12-30T02:15:49.897+01:00</updated><title type='text'>A alma do negócio</title><content type='html'>Com Marx, Darwin, Nietzsche e Freud aprendemos a &lt;em&gt;suspeita&lt;/em&gt;. Quando se conhece uma menina marxista, darwinista, nietzschiana e freudiana, é lição para toda a vida. A desconfiança é a alma do negócio, e tudo isto é basicamente um negócio. Vem no Marx, filha. E no Darwin, no Nietzsche e no Darwin.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1429289609713600149?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1429289609713600149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1429289609713600149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/alma-do-negcio.html' title='A alma do negócio'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-580776730363199918</id><published>2008-12-30T01:56:00.004+01:00</published><updated>2008-12-30T02:09:43.837+01:00</updated><title type='text'>Revisão da matéria dada 4: Freud</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.tomroeser.com/blog/img/f23882/freud.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Freud aprendemos que a linguagem obscurece as intenções, e que a pulsão sexual é mais lúcida que a conveniência social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-580776730363199918?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/580776730363199918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/580776730363199918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/reviso-da-matria-dada-4-freud.html' title='Revisão da matéria dada 4: Freud'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-4804033097194518651</id><published>2008-12-30T01:55:00.003+01:00</published><updated>2008-12-30T02:08:39.619+01:00</updated><title type='text'>Revisão da matéria dada 3: Nietzsche</title><content type='html'>&lt;img src="http://pagesperso-orange.fr/philocom/images/nietzsche.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Nietzsche aprendemos que a piedade é um vício dos fracos, e que não há aristocracia sem desprezo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-4804033097194518651?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4804033097194518651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4804033097194518651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/reviso-da-matria-dada-3-nietzsche.html' title='Revisão da matéria dada 3: Nietzsche'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-3574923215803649893</id><published>2008-12-30T01:54:00.002+01:00</published><updated>2008-12-30T02:08:30.281+01:00</updated><title type='text'>Revisão da matéria dada 2: Darwin</title><content type='html'>&lt;img src="http://mythoughtworld.com/wp-content/uploads/2008/06/charles_darwin_l.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Darwin aprendemos que o mundo é dos fortes que não se envergonham dos seus penachos, e que a natureza tem lógica mas não tem sentimentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-3574923215803649893?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3574923215803649893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3574923215803649893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/reviso-da-matria-dada-2-darwin.html' title='Revisão da matéria dada 2: Darwin'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1527519514752231884</id><published>2008-12-30T01:53:00.005+01:00</published><updated>2008-12-30T12:30:20.849+01:00</updated><title type='text'>Revisão da matéria dada 1: Marx</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.wesleyan.edu/css/readings/Barber/marx.gif"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Marx aprendemos que as classes sociais são uma hierarquia cooptada e que a diferença de classe imaginária é tão motivo de exclusão como a diferença real.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1527519514752231884?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1527519514752231884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1527519514752231884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/resumo-da-matria-dada-1-marx.html' title='Revisão da matéria dada 1: Marx'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-4462074258708799470</id><published>2008-12-29T17:47:00.000+01:00</published><updated>2008-12-29T19:17:14.251+01:00</updated><title type='text'>2008 numa canção</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wtAfZcax7uU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wtAfZcax7uU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Around your crooked conscience she will wind&lt;br /&gt;And it's a lot to ask her not to sting&lt;br /&gt;And give her less than everything&lt;br /&gt;Innocence and arrogance entwined&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[The Last Shadow Puppets. «My Mistakes Were Made for You»]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-4462074258708799470?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4462074258708799470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4462074258708799470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/2008-numa-cano.html' title='2008 numa canção'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-8835373335756414462</id><published>2008-12-29T16:27:00.005+01:00</published><updated>2009-01-05T16:05:33.858+01:00</updated><title type='text'>Os piores de 2008</title><content type='html'>Não li livros estrangeiros maus, porque escolho com cuidado, mas claro que li ou passei os olhos por dezenas de romances portugueses de caca. O livro que mais me desgostou foi a correspondência Régio/Nemésio, que naquelas páginas não passam de um melindroso e de um petulante metidos nas tricas literárias mais lamentáveis. Nos discos, os barretes do ano foram os álbuns de Elbow e Bon Iver (que estão em vários &lt;em&gt;best of&lt;/em&gt; das revistas especializadas). No cinema, &lt;em&gt;mon coeur balance&lt;/em&gt; entre &lt;em&gt;Autópsia de um Crime&lt;/em&gt; (para quê um &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt;?), &lt;em&gt;As Duas Faces da Lei&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O Estado Mais Quente&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Obsessão Mortal&lt;/em&gt;, mas provavelmente foi este último.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-8835373335756414462?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/8835373335756414462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/8835373335756414462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/os-piores-de-2008.html' title='Os piores de 2008'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-5425181675199670128</id><published>2008-12-29T15:53:00.004+01:00</published><updated>2008-12-29T15:59:16.126+01:00</updated><title type='text'>Frases do ano</title><content type='html'>«&lt;em&gt;Vayanse al carajo yankees de mierda&lt;/em&gt;», do presidente venezuelano Hugo Chávez.&lt;br /&gt;Porque é a tradução em demótico da prosa entediante dos intelectuais «diplomatiques».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«De manhã só é bom é na caminha», do atleta olímpico Marco Fortes em plenos Jogos Olímpicos. &lt;br /&gt;Porque gosto de frases sensatas em &lt;em&gt;timings&lt;/em&gt; insensatos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-5425181675199670128?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5425181675199670128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5425181675199670128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/frases-do-ano.html' title='Frases do ano'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-2900129987226502555</id><published>2008-12-29T15:46:00.008+01:00</published><updated>2009-01-05T16:06:22.717+01:00</updated><title type='text'>Acontecimentos do ano (além da crise)</title><content type='html'>NEGATIVOS&lt;br /&gt;No plano nacional, três leis negativas: a lei do divórcio, o Acordo Ortográfico e a lei do tabaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo quis acabar com a ideia de culpa e com a burocracia, mas contribui para a erosão do conceito de responsabilidade e imagina casais divorciados civilizadíssimos, enquanto os casais reais vão atafulhar os tribunais com infindáveis questões monetárias e de custódia dos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo quis afirmar o Português como idioma forte e unificado, mas este Acordo tem um vício gravíssimo em termos de filosofia da língua: dispensa a etimologia em favor da fonética, depreciando ainda mais a norma escrita que é o esteio duma cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo quis alertar para os perigos do tabaco e zelar pela saúde pública, mas contribuiu para o puritanismo da saúde que se sucede civilizacionalmente ao puritanismo sexual, e que herda daquele o carácter intolerante e persecutório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POSITIVOS&lt;br /&gt;A revista inglesa &lt;em&gt;Standpoint&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Fidel já de fato de treino&lt;br /&gt;O Não dos irlandeses ao Tratado de Lisboa&lt;br /&gt;O concerto de Leonard Cohen em Lisboa&lt;br /&gt;A presidência europeia de Sarkozy&lt;br /&gt;A «distensão» que se segue à eleição de Obama&lt;br /&gt;A elevação intelectual de Bento XVI&lt;br /&gt;A rainha da Jordânia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-2900129987226502555?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/2900129987226502555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/2900129987226502555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/acontecimentos-do-ano-alm-da-crise.html' title='Acontecimentos do ano (além da crise)'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-5891164985051300885</id><published>2008-12-29T03:04:00.000+01:00</published><updated>2008-12-29T03:05:19.286+01:00</updated><title type='text'>Escusado será dizer que o melhor</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SVgwRb7ftdI/AAAAAAAAAM4/c4skRRZXp-U/s1600-h/51pNqR8yR6L__SS500_.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SVgwRb7ftdI/AAAAAAAAAM4/c4skRRZXp-U/s320/51pNqR8yR6L__SS500_.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285027238832485842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-5891164985051300885?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5891164985051300885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5891164985051300885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/escusado-ser-dizer-que-o-melhor.html' title='Escusado será dizer que o melhor'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SVgwRb7ftdI/AAAAAAAAAM4/c4skRRZXp-U/s72-c/51pNqR8yR6L__SS500_.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-5840715384973037807</id><published>2008-12-23T23:31:00.001+01:00</published><updated>2008-12-23T23:31:52.898+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DXU5O-HMGbQ&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DXU5O-HMGbQ&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-5840715384973037807?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5840715384973037807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5840715384973037807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/blog-post_23.html' title=''/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-273287049364506288</id><published>2008-12-23T13:45:00.000+01:00</published><updated>2008-12-23T13:36:03.012+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Vou ali ouvir uns disquinhos para completar a lista e já volto. &lt;br /&gt;Jingle bells e, coiso, para todos.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-273287049364506288?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/273287049364506288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/273287049364506288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/vou-ali-ouvir-uns-disquinhos-para.html' title=''/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-2146877388849582881</id><published>2008-12-23T13:40:00.001+01:00</published><updated>2008-12-23T14:10:13.028+01:00</updated><title type='text'>Campeão de Inverno</title><content type='html'>Não é só no futebol: seja como for que isto acabe, pelo menos por agora sou campeão de Inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/5146HCPXTRL.jpg"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-2146877388849582881?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/2146877388849582881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/2146877388849582881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/campeo-de-inverno.html' title='Campeão de Inverno'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-6854119724085608701</id><published>2008-12-23T13:34:00.004+01:00</published><updated>2008-12-23T23:10:47.013+01:00</updated><title type='text'>Depois do fim do tempo</title><content type='html'>No &lt;em&gt;Quatuor de Messiaen&lt;/em&gt; não é tanto a vivacidade imprevisível do clarinete que me impressiona (um clarinete que é pássaro e anjo), mas sobretudo os louvores lentíssimos do quinto e oitavo andamentos, &lt;em&gt;Louange à l’Éternité de Jésus&lt;/em&gt; (violoncelo) e &lt;em&gt;Louange à l’Immortalité de Jésus&lt;/em&gt; (violino). Talvez porque Messiaen consiga transformar o sofrimento em alegria, e isso só se consiga com o tempo, ou depois do fim do tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-6854119724085608701?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6854119724085608701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6854119724085608701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/no-quatuor-de-messiaen-no-tanto.html' title='Depois do fim do tempo'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-3685049696832487595</id><published>2008-12-22T19:00:00.003+01:00</published><updated>2009-01-02T12:13:51.489+01:00</updated><title type='text'>Exit ghost</title><content type='html'>Há umas semanas participei num debate sobre a publicação do romance póstumo de Nabokov &lt;em&gt;The Original of Laura&lt;/em&gt;. A história desse inédito dava ela mesma um romance de Nabokov: ordens enfáticas para a sua destruição no próprio manuscrito, a viúva que não cumpriu, o original fechado num banco suíço, a morte da viúva, as indecisões e contradições do filho, a tomada de posição pública de escritores pró e contra, a espreitadela dos biógrafos autorizados, a ideia de que este romance apresenta uma espécie de Lolita crescida, o «fantasma» (sic) de Nabokov que aparece ao filho autorizando o projecto e enfim a edição em livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com fantasma ou sem fantasma, parece um caso de «testamentos traídos». No ensaio sobre Kafka publicado em &lt;em&gt;Les Testaments trahis&lt;/em&gt; (1993), Kundera escreve que foi Max Brod quem inventou Kafka e a «kafkologia». Não se trata apenas de ter publicado os inéditos, mas também de através de biografias, ensaios e prefácios ter construído uma determinada imagem de Kafka: um Kafka religioso e puritano, um São Kafka. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, tudo começou num jogo em que Max e Franz, ainda jovenzinhos, prometeram queimar os escritos um do outro. Mais tarde, Brod veio dizer que nem Kafka fez o pedido a sério, nem ele, Brod, o aceitou a sério. E assim se passou da destruição total à publicação total. Kundera reconhece o mérito que Brod teve na edição dos textos ficcionais, mas publicar os textos pessoais foi um caso claro de «testamentos traídos», por mais que a sua destruição nos privasse do &lt;em&gt;Diário&lt;/em&gt; e da &lt;em&gt;Carta ao Pai&lt;/em&gt;. É uma tese duvidosa, mas eticamente honesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas matérias tem de haver um equilíbrio entre a sensatez e o respeito pela vontade explícita ou presumida do autor. Nem tudo o que é lícito é legítimo. A não ser que alguém tenha comunicação directa com o fantasma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-3685049696832487595?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3685049696832487595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3685049696832487595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/exit-ghost.html' title='Exit ghost'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-7873138798199123410</id><published>2008-12-22T18:50:00.000+01:00</published><updated>2008-12-23T13:36:33.804+01:00</updated><title type='text'>Yale</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CR9H2oEbiAY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CR9H2oEbiAY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KELLY: &lt;em&gt;Listen, let’s all go out for a drink sometime.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOHN: &lt;em&gt;Yeah.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KELLY: &lt;em&gt;Yeah? You know? Call me, OK?&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOHN: &lt;em&gt;Yeah, OK.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KELLY: &lt;em&gt;All right. Listen, I’m under «Evelyn Waugh».&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOHN: &lt;em&gt;Oh, oh, oh.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KELLY: &lt;em&gt;Shhh. OK?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOHN: &lt;em&gt;Yeah.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KELLY: &lt;em&gt;OK.&lt;/em&gt; Arigatou, arigatou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOHN: Moshi moshi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHARLOTTE: &lt;em&gt;Evelyn Waugh?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOHN: &lt;em&gt;What?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHARLOTTE: &lt;em&gt;Evelyn Waugh was a man.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOHN: &lt;em&gt;Oh, c’mon, she’s nice. What? You know, not everybody went to Yale.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Anna Faris, Giovanni Ribisi e Scarlett Johansson em &lt;em&gt;Lost in Translation&lt;/em&gt;, 2003, escrito e realizado por Sofia Coppola)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-7873138798199123410?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7873138798199123410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7873138798199123410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/yale.html' title='Yale'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-2334287771724481615</id><published>2008-12-22T18:45:00.001+01:00</published><updated>2008-12-22T18:45:34.084+01:00</updated><title type='text'>A idade de Hooper</title><content type='html'>&lt;em&gt;Year by year, generation after generation, they enriched and extended, year by year the great harvest of timber in the park grew to ripeness; until, in sudden frost, came the age of Hooper; the place was desolate and the work all brought to nothing (…).&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-2334287771724481615?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/2334287771724481615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/2334287771724481615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/idade-de-hooper.html' title='A idade de Hooper'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-4409306638745451836</id><published>2008-12-22T14:30:00.008+01:00</published><updated>2009-01-02T12:17:43.301+01:00</updated><title type='text'>Brideshead revisited</title><content type='html'>A versão para cinema de &lt;em&gt;Brideshead Revisited&lt;/em&gt; foi vilipendiada por toda a gente, e eu sou o primeiro a concordar que era fraquinha; mas a minha relação emocional com o romance de Waugh faz-me ter uma simpatia irremediável mesmo por este fracasso. &lt;em&gt;Brideshead&lt;/em&gt; (o filme) tinha que competir com &lt;em&gt;Brideshead&lt;/em&gt; (a série), e isso nunca na vida poderia fazer bem. A alternativa foi apostar tudo numa adaptação fiel, explicitando apenas a componente homossexual e comprimindo algumas cenas (o interlúdio veneziano é muito chocho). Em termos de «valores de produção» tudo certinho, tudo BBC: palácio e vestidos e Oxford e o mais. O problema está nos actores e na concepção, digamos, «ideológica». Matthew Goode é demasiado «good», um rapaz entre o deslumbramento e melancolia, mas sem verdadeira densidade. Hayley Atwell representa bem o lado &lt;em&gt;coquette&lt;/em&gt; e as restrições religiosas, mas não é uma figura verdadeiramente interessante e ainda menos uma aristocrata. Emma Thompson é uma Lady Marchmain severa e antipática, mas em nenhum momento dá a entender a dimensão trágica da religião. &lt;em&gt;Brideshead Revisited &lt;/em&gt;(o romance) pode ser lido de muitas maneiras, mas tem de passar forçosamente pela ideia de uma crença religiosa que não é apenas «castradora» mas também vivida como moralmente imperativa. Se as questões do pecado, do divórcio e da fé são um disparate, &lt;em&gt;Brideshead&lt;/em&gt; é um disparate. E claro que para uma audiência moderna, as questões religiosas são disparatadas. É preciso empatia para sentir o drama em torno da morte de Lord Marchmain, e tudo o que se joga nele aceitar ou não a extrema-unção. No romance, Charles faz de incréu (quase até ao fim), revoltado com os códigos que não entende e não aceita. Mas Evelyn Waugh, um convertido, percebe que são esses códigos que dão sentido àquelas vidas e sobretudo àqueles aristocratas historicamente condenados. A ideia de decadência e de fim é essencial em &lt;em&gt;Brideshead&lt;/em&gt;, e tem a sua figuração farsesca em Hooper, o soldado bronco que representa os «novos tempos». Mas Hooper só funciona se for dado em &lt;em&gt;contraponto&lt;/em&gt;. Quando Hooper parece sensato, então Waugh tinha razão mas o romance torna-se ilegível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-4409306638745451836?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4409306638745451836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4409306638745451836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/brideshead-revisited.html' title='Brideshead revisited'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-7423658157119559021</id><published>2008-12-22T14:30:00.004+01:00</published><updated>2008-12-22T14:33:18.728+01:00</updated><title type='text'>Bem f</title><content type='html'>Ele conta-me que uma mulher lhe disse: «eu gosto de ser bem fodida». Não sei se foi um &lt;em&gt;statement&lt;/em&gt;, um &lt;em&gt;clin d'oeil&lt;/em&gt;, um &lt;em&gt;caveat&lt;/em&gt; ou qualquer outra coisa em estrangeiro. Sei que ele ficou como ficam os homens quando as mulheres usam linguagem reles: surpreendido, chocado e excitado. É verdade que, tirante o vocábulo, ela não disse nada do outro mundo. Toda a gente gosta de foder ou ser fodida, de preferência bem. A falta de manutenção ou o serviço deficiente já não são tolerados, especialmente pelas mulheres, que antes tinham de suportar o que lhes calhasse em azar. Hoje em dia uma mulher perdoa tudo a um homem, até violências e traições, mas não perdoa ser mal fodida. Abençoadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-7423658157119559021?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7423658157119559021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7423658157119559021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/bem-f.html' title='Bem f'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-7480888416349998721</id><published>2008-12-22T13:57:00.006+01:00</published><updated>2009-01-02T20:09:56.226+01:00</updated><title type='text'>In memoriam</title><content type='html'>Entre os mortos do ano, alguns que me diziam mais respeito: Dinis Machado, Joel Serrão, Luiz Pacheco, Maria Gabriela Llansol, Alain Robbe-Grillet, Albert Cossery, Angel Gonzalez, David Foster Wallace, Harold Pinter, Hugo Claus, Simon Gray, William Buckley, Bernard Crick, Samuel Huntington, Conor Cruise O’Brien. E no cinema, Richard Widmark.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[actualizado]&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-7480888416349998721?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7480888416349998721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7480888416349998721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/in-memoriam.html' title='In memoriam'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1586765068873275929</id><published>2008-12-21T23:50:00.006+01:00</published><updated>2009-01-07T02:43:26.512+01:00</updated><title type='text'>E Deus criou</title><content type='html'>Como já escrevi noutra ocasião: «(...) não é segredo que no cinema a beleza feminina sempre foi motivo de grande atracção. No ensaio La &lt;em&gt;cinéphilie: invention d’un regard, histoire d’une culture&lt;/em&gt; (2005), o crítico francês Antoine de Baecque reconhece esse facto, e acumula exemplos de como mesmo os intelectuais se exaltavam com as mulheres na tela. Há textos dos canónicos &lt;em&gt;Cahiers du Cinéma&lt;/em&gt; que são mais inventários da anatomia feminina que análise fílmica». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inventários de anatomia não farei, mas aqui fica um inventário de nomes de mulheres em celulóide, no ano da Graça 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das jovenzinhas, duas das mulheres mais bonitas do mundo, as inevitáveis Natalie Portman e Keira Knightely (ai aquele vestido verde em &lt;em&gt;Atonement&lt;/em&gt;). Nunca tinha dado grande atenção a Anne Hathaway e agora dou. Emily Blunt de roupa interior (&lt;em&gt;Charlie Wilson’s War&lt;/em&gt;) foi um baque maior do que a invasão de Geórgia. Bond não dormiu com a espantosa Olga Kurylenko, mas dormimos nós. Duas invenções de Woody Allen brilharam: Romola Garai e Hayley Atwell. Mila Kunis, namorada do rapazinho do &lt;em&gt;Home Alone&lt;/em&gt;, fez uma havaiana de cair para o lado em &lt;em&gt;Forgetting Sarah Marshall&lt;/em&gt;, e a minha beta do ano foi Sarah Wright (&lt;em&gt;The House Bunny&lt;/em&gt;). Clémence Poésy (&lt;em&gt;In Bruges&lt;/em&gt;) e Mélanie Laurent (&lt;em&gt;Paris&lt;/em&gt;) são as mulheres mais belas em filmes com nomes de cidades. E houve também a italianinha Diana Fleri e uma miúda &lt;em&gt;underage&lt;/em&gt;, Louise Grinberg (&lt;em&gt;Entre les murs&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas este foi um ano excepcional para as moças da minha faixa etária, na categoria &lt;em&gt;flawless&lt;/em&gt; (Charlize Theron, Jennifer Connelly, Jennifer Garner, Rachel Weisz), no género «vamos lá jogar &lt;em&gt;Trivial Pursuit&lt;/em&gt; a noite toda» (a sardenta Alice Witt, uma Carla Gugino em fogo, a cutchi cutchi Michelle Monaghan , e as mulheres adultas Paula Patton e Radha Mitchell). Eva Mendes teve a cena do ano, com mamilo, Blondie e tudo, mas a nudez de Elena Anaya em &lt;em&gt;Saving Grace&lt;/em&gt; merece o título do filme. E não ficaria de bem com o multiculturalismo sem referir a esplendorosa turca Nurgül Yeşilçay, a canadina de origem marroquina Emmanuelle Chriqui e a libanesa Nadine Labaki.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ternura dos quarenta? Também, mas sobretudo a tesão dos quarenta: Diane Lane continua a mulher madura mais desejável do cinema americano (e mais angustiada também), Naomi Watts em cuecas para Haneke durante meia-hora mostrou como é lindíssimo um corpo de pessoa normal, Julia Ormond reapareceu, tal como Mathilda May, que está um petisco. O mundo andou tão estranho que até a desengraçada Marisa Tomei estava sexy como o raio no último Lumet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reunido o júri, as dez finalistas são: Anaya, Blunt, Gugino, Kunis, Kurylenko, Labaki, Laurent, Mendes, Witt e Yeşilçay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Deus criou a mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(para o &lt;a href="http://edeuscriouamulher.blogs.sapo.pt/"&gt;Miguel Marujo&lt;/a&gt; investigar e ilustrar)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1586765068873275929?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1586765068873275929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1586765068873275929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/como-j-escrevi-noutra-ocasio.html' title='E Deus criou'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-6141196609074824270</id><published>2008-12-21T23:40:00.039+01:00</published><updated>2009-01-05T16:04:18.658+01:00</updated><title type='text'>Os melhores de 2008</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Blogues&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A causa foi modificada &lt;br /&gt;Cruel vitória &lt;br /&gt;E Deus criou a mulher &lt;br /&gt;Irmão Lúcia &lt;br /&gt;Tame the Kant / Life and Opinions of Offely, Gentleman &lt;br /&gt;Melancómico &lt;br /&gt;Ouriquense&lt;br /&gt;Pastoral portuguesa &lt;br /&gt;Vontade indómita &lt;br /&gt;Voz do deserto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque são blogues em que reconheço (mesmo que não conheça) pessoas únicas: o maradona, o Gonçalo, o Miguel, o Pedro, o Nuno, o Rogério, o Pedro e o Tiago. E há um ou uns desconhecidos, mas que suspeito quem são e que de todo o modo também reconheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Discos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;American Music Club, &lt;em&gt;The Golden Age&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Beck, &lt;em&gt;Modern Guilt&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Goldfrapp, &lt;em&gt;Seventh Tree&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;The Kills, &lt;em&gt;Midnight Boom&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Lambchop, &lt;em&gt;OH (Ohio)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;The Last Shadow Puppets, &lt;em&gt;The Age Of Understatement&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Micah P. Hinson, &lt;em&gt;Micah P. Hinson and the Red Empire Orchestra&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nick Cave &amp; and The Bad Seeds, &lt;em&gt;Dig Lazarus, Dig!!!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Silver Jews, &lt;em&gt;Lookout Mountain, Lookout Sea&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Vampire Weekend, &lt;em&gt;Vampire Weekend&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos musicais, não há decadência americana nenhuma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se &lt;em&gt;Sea Change&lt;/em&gt; era Beck de coração partido, &lt;em&gt;Modern Guilt&lt;/em&gt; é Beck estável e adulto, mas não menos lúcido nem menos inventivo nos arranjos e instrumentação. Gosto sempre dos American Music Club e dos Silver Jews, e embora estes discos deles nem sejam dos melhores, têm quota garantida; o mesmo se diga dos Lambchop, de quem a &lt;em&gt;Pitchfork&lt;/em&gt; dizia que são uma banda «altmaniana» (&lt;em&gt;meaning?&lt;/em&gt;). Micah P. Hinson deixou felizmente a costela &lt;em&gt;country&lt;/em&gt; e gravou um disco quase de &lt;em&gt;outtakes&lt;/em&gt; do primeiro álbum, o que é elogio bastante. Da famosa «cena de Brooklyn» só ouvi Vampire Weekend, os putos a imitar o &lt;em&gt;Graceland&lt;/em&gt;, e achei, sei lá, o máximo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ingleses andaram fracotes, mas gostei do regresso às paisagens pastorais dos Goldfrapp (depois da fase S&amp;M), dessa grande aliança luso-americana que são os The Kills (&lt;em&gt;rock is not dead, fuckers&lt;/em&gt;) e, estranhamente, do rock orquestral e cinematográfico do rapaz Alex Turner (eu que gosto moderadamente do Arctic Monkeys e imoderadamente de Alexa Chung). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Nick Cave, continua a viver no Antigo Testamento, e Deus o abençoe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último Radiohead saiu mesmo no final de Dezembro, pelo que nem entrou na lista de 2007 nem da de 2008, embora mereça estar nas duas. &lt;em&gt;You Follow Me&lt;/em&gt;, de Nina Nastasia (c/ Jim White) também é de 07, mas em 08 foi a BSO do Estado Civil, &lt;em&gt;'nough said&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À hora de fecho desta edição ainda não ouvi um punhado de discos de que é altissimamente provável que vá gostar (Beach House, Deerhoof, Robert Forster e Shearwater).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Álbum ao vivo&lt;/em&gt;: Bonnie «Prince» Billy c/ Harem Scarem and Alex Neilson, &lt;em&gt;Is It the Sea?)&lt;/em&gt;. Os melhores EP's foram dos dinamarqueses Northern Portrait, a banda mais parecida com Smtihs desde os Gene ou mesmo desde os Smiths. Ah, e há mais uma edição da &lt;em&gt;Bootleg Series&lt;/em&gt; de Dylan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alguns bons álbuns que não estão no top&lt;/em&gt;: Gostei de Fleet Foxes, mais do que qualquer outra banda da nova onda folk, mas continuo a preferir Neutral Milk Hotel (embora «Your Protector» seja uma das canções do ano, entre o medieval e Morricone). O terceiro Portishead é francamente bom, mas tão diferente e tão agreste que acho que só entro nele à décima audição. Quanto a TV On the Radio: é do rock mais moderno que se faz, mas não tenho a mínima adesão emocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filmes &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alexandra&lt;/em&gt;, Aleksandr Sokurov&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Antes que o Diabo Saiba que Morreste&lt;/em&gt;, Sidney Lumet&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aquele Querido Mês de Agosto&lt;/em&gt;, Miguel Gomes&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Corações&lt;/em&gt;, Alain Resnais&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Este País Não é Para Velhos&lt;/em&gt;, Joel e Ethan Coen&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fome&lt;/em&gt;, Steve McQueen&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gomorra&lt;/em&gt;, Matteo Garrone&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nós Controlamos a Noite&lt;/em&gt;, James Gray&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quatro Noites com Ana&lt;/em&gt;, Jerzy Skolimowski&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Ronda da Noite&lt;/em&gt;, Peter Greenaway&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Segredo de um Cuscuz&lt;/em&gt;, Abdel Kechiche&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Turma&lt;/em&gt;, Laurent Cantet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz e refiz os «dez mais» e nunca consegui que fossem dez, por isso paciência, ficam doze. A verdade é que foi um ano especialmente bom para o cinema europeu (9 filmes nesta lista) e especialmente fraco para o americano (apenas 3). Começando por estes últimos, fiquei espantado com o Lumet octogenário e o seu pessimismo implacável; e para pessimismo pessimismo e meio com os Coen numa espécie de sequela a &lt;em&gt;Fargo&lt;/em&gt; sobre a ruindade da espécie. Gostei de todos os filmes de Gray, e este talvez nem seja o melhor, mas é difícil que alguém ainda reinvente a ligação entre família e crime como ele fez aqui, com crueza e grande estilo. Vários filmes europeus do ano tinham uma costela documental: Cantet filmou a escola, Kechiche os imigrantes magrebinos, Garrone a Camorra, Gomes a província portuguesa, Sokurov a guerra da Chechénia e McQueen evocou Bobby Sands (aquele que mais me marcou destes todos, pelo impacto visual; e uma estreia fantástica). Resnais continua de boa saúde cinematográfica (tal como Rohmer, que não está na lista), em versão bastante mais humanista do que foi seu hábito noutros tempos. Skolimowski, eureka, regressou, com a história de &lt;em&gt;amour fou&lt;/em&gt; mais tocante do ano. E para terminar, o único destes filmes que não vi em mais nenhuma lista: o Rembrant de Greenaway, o único filme do inglês de que gostei desde 1991, entre o &lt;em&gt;tableau vivant&lt;/em&gt;, a bruteza sensual e o enigma policial (e uma rima com &lt;em&gt;A Ronda da Noite&lt;/em&gt; da Agustina que é uma coincidência fascinante). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Menção especial&lt;/em&gt;: o admirável &lt;em&gt;La Question Humaine&lt;/em&gt;, 2007, de Nicolas Klotz, que não teve estreia nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Perdi sete ou oito filmes relevantes, mas creio que desses só um poderia entrar nesta lista: &lt;em&gt;Haverá Sangue&lt;/em&gt;]. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Cinemateca vi várias obras-primas e bastantes curiosidades, mas destaco os grandes filmes que vi pela primeira vez:  &lt;em&gt;Il Deserto Rosso&lt;/em&gt; (Antonioni), &lt;em&gt;Hangover Square&lt;/em&gt; (Brahm), &lt;em&gt;High Planes Drifter&lt;/em&gt; (Eastwood), &lt;em&gt;I Shot Jesse James&lt;/em&gt; (Fuller), &lt;em&gt;Der Siebente Kontinent&lt;/em&gt; (Haneke), &lt;em&gt;I Was a Fugitive from a Chain Gang&lt;/em&gt; (LeRoy), &lt;em&gt;Der Verlorene&lt;/em&gt; (Lorre), &lt;em&gt;Deux Hommes à Manhattan&lt;/em&gt; (Melville), &lt;em&gt;The Bad and the Beautiful&lt;/em&gt; (Minnelli), The &lt;em&gt;Killers&lt;/em&gt; (Siodmak), &lt;em&gt;Solntse&lt;/em&gt; (Sokurov). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Livros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Odes&lt;/em&gt;, Horácio&lt;br /&gt;(Cotovia, tradução Pedro Braga Falcão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Faca Não Corta o Fogo&lt;/em&gt;, Herberto Helder&lt;br /&gt;(Assírio &amp; Alvim)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Platónov&lt;/em&gt;, Anton Tchékhov&lt;br /&gt;(Campo das Letras, tradução António Pescada)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Primeiro Amor&lt;/em&gt;, Ivan Turgueniev&lt;br /&gt;(Relógio D´Água, tradução Nina Guerra e Filipe Guerra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Castelos Perigosos&lt;/em&gt;, Céline&lt;br /&gt;(Ulisseia, tradução Clara Alvarez)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O&lt;em&gt; Céu É dos Violentos&lt;/em&gt;, Flannery O’Connor&lt;br /&gt;(Cavalo de Ferro, tradução Luís Coimbra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Derrocada de Baliverna&lt;/em&gt;, Dino Buzzati&lt;br /&gt;(Cavalo de Ferro, tradução Margarida Periquito)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os Detectives Selvagens&lt;/em&gt;, Robert Bolaño&lt;br /&gt;(Teorema, tradução Miranda das Neves)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fome&lt;/em&gt;, Knut Hamsun&lt;br /&gt;(Cavalo de Ferro, tradução Liliete Martins)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Homem sem Qualidades&lt;/em&gt;, Robert Musil&lt;br /&gt;(Dom Quixote, tradução João Barrento)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Jogo do Mundo&lt;/em&gt;, Julio Cortázar&lt;br /&gt;(Cavalo de Ferro, tradução Alberto Simões)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Diário de um Mau Ano&lt;/em&gt;, J M Coetzee&lt;br /&gt;(Dom Quixote, tradução Teixeira de Aguilar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Património&lt;/em&gt;, Philip Roth&lt;br /&gt;(Dom Quixote, tradução Fernanda Pinto Rodrigues)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Que Escrevo&lt;/em&gt;, George Orwell&lt;br /&gt;(Antígona, tradução Desidério Murcho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sob um Falso Nome&lt;/em&gt;, Cristina Campo&lt;br /&gt;(Assírio &amp; Alvim, tradução Armando Silva Carvalho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lacrimae Rerum&lt;/em&gt;, Slavoj Zizek&lt;br /&gt;(Orfeu Negro, tradução Luís Leitão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lisboa – História Física e Moral&lt;/em&gt;, José Augusto-França&lt;br /&gt;(Livros Horizonte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Mundo Pós-Americano&lt;/em&gt;, Fareed Zakaria&lt;br /&gt;(Gradiva, tradução Edgar Rocha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Poder e os Idealistas&lt;/em&gt;, Paul Berman&lt;br /&gt;(Alêtheia, tradução Raquel Vaz Pinto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Razão das Nações&lt;/em&gt;, Pierre Manent&lt;br /&gt;(Edições 70, tradução Jorge Costa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma lista bastante evidente: Cortázar, Hamsun, Horácio, Musil, Orwell (o ensaísta) e Turgueniev são clássicos tão clássicos que nenhum Harold Bloom os punha de fora. O catolicismo violento de O’Connor está agora integralmente em português; &lt;em&gt;Castelos&lt;/em&gt; de Céline é tão bom como os dois romances mais conhecidos (e ainda mais tétrico); &lt;em&gt;Platónov&lt;/em&gt; (que vi numa belíssima encenação no Teatro Nacional de São João) é um Tchékhov «imaturo» onde já está tudo o que depois aparece nas peças da maturidade. O Nobel Coetzee e o quase Nobel Roth representam a vitalidade da ficção em língua inglesa. Não conhecia os contos de Buzzati e fiquei, como dizia o outro, maravilhado. O grande Bolaño já tinha sido editado em Portugal, mas esta é a sua primeira obra-prima a aparecer aqui, uma interessante &lt;em&gt;companion piece&lt;/em&gt; para &lt;em&gt;Rayuela&lt;/em&gt;. José Tolentino Mendonça revelou-nos Cristina Campo, e os seus ensaios breves são estupendos. Tive o privilégio de conhecer e apresentar Slavoj Zizek, erudito e provocador, e estes ensaios de &lt;em&gt;Lacrimae Rerum&lt;/em&gt;, sendo sobre cinema, não exigem tanto aos leigos em Schelling. O melhor livrinho de política que li foi o de Pierre Manent (como «dessacralizar» o conceito de nação num mundo já dessacralizado), enquanto Paul Berman explicou 68 e os seus herdeiros. O ensaio de Zakaria não é um espanto, mas ainda assim parece menos justificativo do que o de Fukuyama. Os livros portugueses de que mais gostei este ano foram quase todos reedições, mas entre outros possíveis (Maria Velho da Costa ou Teresa Veiga, por exemplo), escolhi o regresso de Herberto e uma obra de amor e erudição sobre Lisboa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-6141196609074824270?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6141196609074824270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6141196609074824270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/os-melhores-de-2008-discos.html' title='Os melhores de 2008'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-5711018971207308785</id><published>2008-12-21T12:31:00.008+01:00</published><updated>2009-01-05T16:05:07.447+01:00</updated><title type='text'>Educação sexual</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SU4pV2mj-8I/AAAAAAAAAMw/rV6IxdSrVXw/s1600-h/dorothy_summer42%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SU4pV2mj-8I/AAAAAAAAAMw/rV6IxdSrVXw/s320/dorothy_summer42%5B1%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282204868363418562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Verão de 42&lt;/em&gt; (que outro dia revi de fugida num hotel), foi o filme da minha vida aos catorze anos. Havia ali um motivo que interessava ao adolescente que eu era: uma cidadezinha costeira sem homens, e com os rapazolas a arcarem com a obrigação de se portaram como homens. Os adultos estavam na guerra, e os miúdos, todos bastante imaturos, subiam um degrau na escala social, sem estarem minimamente preparados para isso. Eles juntavam um fascínio pacóvio pelas coisas do sexo (memorável a cena com o manual «progressista» cheio de termos em latim) e a obrigação de serem homenzinhos. O sexo era um assunto desconhecido, embaraçoso, onanista, até que Dorothy (Jennifer O’Neill) obrigava um dos rapazes a crescer, fazendo da sua «iniciação» o contrário de milhares de iniciações cómicas e desgostantes do cinema americano. Ela ia para a cama com Hermie (Gary Grimes) como &lt;em&gt;consolo&lt;/em&gt;. Consolo dela (o marido tinha sido abatido em combate) e consolo dele (que a desejava há muito). Mergulhada no luto, a lindíssima e evanescente, Dorothy oferece a Hermie uma experiência sexual que é também uma experiência de tristeza e ternura, dando-lhe, num momento elíptico e irrepetível, não só o que ele desejava mas também uma memória agridoce, jubilosa e desolada Ela parte, mas deixa a Hermie, e para sempre, a magoada nostalgia daquele Verão de 1942.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[&lt;em&gt;Summer of '42&lt;/em&gt; é um filme de 1971 realizado por Robert Mulligan (1925-2008)].&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-5711018971207308785?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5711018971207308785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5711018971207308785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/educao-sexual.html' title='Educação sexual'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SU4pV2mj-8I/AAAAAAAAAMw/rV6IxdSrVXw/s72-c/dorothy_summer42%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-9050302460440766502</id><published>2008-12-21T00:51:00.001+01:00</published><updated>2008-12-21T00:53:17.307+01:00</updated><title type='text'>Gone</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0Ep_rwoU0TU&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0Ep_rwoU0TU&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Beautiful girl lovely dress&lt;br /&gt;Where she is now I can only guess&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-9050302460440766502?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/9050302460440766502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/9050302460440766502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/gone.html' title='Gone'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1543599818312064438</id><published>2008-12-21T00:49:00.003+01:00</published><updated>2008-12-21T00:54:13.898+01:00</updated><title type='text'>Gonne</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.wormbook.addr.com/041087.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Why, what could she have done being what she is?   &lt;br /&gt;Was there another Troy for her to burn? &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1543599818312064438?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1543599818312064438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1543599818312064438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/blog-post_21.html' title='Gonne'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-7686951589791704601</id><published>2008-12-21T00:30:00.000+01:00</published><updated>2008-12-22T12:12:20.083+01:00</updated><title type='text'>Garganta funda</title><content type='html'>Gerard Damiano, autor de &lt;em&gt;Garganta Funda&lt;/em&gt;, e Mark Felt, conhecido como o Garganta Funda, morreram ambos este ano, com umas semanas de distância. Isto anda tudo ligado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-7686951589791704601?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7686951589791704601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7686951589791704601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/garganta-funda.html' title='Garganta funda'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-766790882365776258</id><published>2008-12-18T03:17:00.001+01:00</published><updated>2008-12-18T03:17:56.180+01:00</updated><title type='text'>E assim sucessivamente</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eN7R31MQYSg&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/eN7R31MQYSg&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-766790882365776258?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/766790882365776258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/766790882365776258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/e-assim-sucessivamente.html' title='E assim sucessivamente'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-3373191475232773103</id><published>2008-12-18T03:16:00.000+01:00</published><updated>2008-12-18T03:21:52.428+01:00</updated><title type='text'>A minha imagem</title><content type='html'>Expulsei a mentira como Cristo os vendilhões do templo. Com uma violência absolutamente necessária e justificada. Não me importa nada que isso tenha «prejudicado» a minha «imagem». Quero que a minha imagem se foda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-3373191475232773103?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3373191475232773103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3373191475232773103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/minha-imagem.html' title='A minha imagem'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1479350940380090179</id><published>2008-12-18T02:40:00.002+01:00</published><updated>2008-12-18T02:45:00.245+01:00</updated><title type='text'>E voltou à vida</title><content type='html'>Pareço um protestante, porque quando me perguntam como estou, cito a Bíblia: «Pois este meu filho estava morto, e voltou à vida; estava perdido e foi achado».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1479350940380090179?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1479350940380090179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1479350940380090179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/e-voltou-vida.html' title='E voltou à vida'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-8087062502556278052</id><published>2008-12-18T02:34:00.003+01:00</published><updated>2008-12-18T02:44:19.488+01:00</updated><title type='text'>A memória deslocada</title><content type='html'>Concordo em absoluto com o Augusto Seabra: a versão (cénica) do &lt;em&gt;Quatuor pour la fin du Temps&lt;/em&gt; de Messiaen que vimos há dias no CCB foi um «abuso histórico» e um «abuso estético». Ligar Messiaen aos campos de extermínio de judeus não faz sentido. O compositor esteve num campo de prisioneiros comum, onde teve aliás tratamento «privilegiado», dada a sua condição de músico. Não se trata obviamente de menorizar o Holocausto, mas de não o usar a despropósito. &lt;a href="http://letradeforma.blogs.sapo.pt/50165.html"&gt;Cito&lt;/a&gt; o Augusto: «Uma coisa é a indispensável memória histórica, outra é a mescla de factos apesar de tudo de ordem diferente, e tanto mais a mescla envolvendo uma concreta apresentação de uma obra como a de Messiaen, eventualmente configurando um abuso. / Isto não significa de maneira nenhuma uma “suspensão” da memória do Holocausto – só que ela é no caso deslocada, de modo mutuamente infrutífero, para o &lt;em&gt;Quatuor pour la fin du Temps &lt;/em&gt; e para a concreta memória do universo concentracionário e de extermínio, incluindo as manifestações artísticas que ainda ocorreram nesse terrível universo». A minha suspeita é que através desse artifício se diluiu a fortíssima (e «incómoda») componente católica da peça e se converteu o &lt;em&gt;Quatuor&lt;/em&gt; numa elegia às vítimas do nazismo, ideologicamente mais aceitável mas desadequada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-8087062502556278052?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/8087062502556278052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/8087062502556278052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/memria-deslocada.html' title='A memória deslocada'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-6777074050761372322</id><published>2008-12-17T20:31:00.002+01:00</published><updated>2008-12-17T20:33:44.691+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SUlT1SJUJRI/AAAAAAAAAMo/gq_BflIXUZo/s1600-h/myj.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 314px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SUlT1SJUJRI/AAAAAAAAAMo/gq_BflIXUZo/s320/myj.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280844212937696530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(bem lembrado pelo &lt;a href="http://daedalus-pt.blogspot.com/"&gt;Francisco&lt;/a&gt;)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-6777074050761372322?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6777074050761372322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6777074050761372322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/bem-lembrado-pelo-francisco.html' title=''/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SUlT1SJUJRI/AAAAAAAAAMo/gq_BflIXUZo/s72-c/myj.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1841207036293689460</id><published>2008-12-16T17:49:00.004+01:00</published><updated>2008-12-22T12:16:27.940+01:00</updated><title type='text'>O inevitável post sobre lingerie</title><content type='html'>A campanha da Triumph (com Cláudia Vieira) é portuguesa, &lt;em&gt;kitsch&lt;/em&gt;, sugestiva e ternurenta. A campanha da Intimissimi (com Irina Sheik), é cosmopolita, lasciva, vermelha e peituda. O campeonato não é o mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1841207036293689460?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1841207036293689460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1841207036293689460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/o-inevitvel-post-sobre-lingerie.html' title='O inevitável post sobre lingerie'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-5210351288294122279</id><published>2008-12-16T01:50:00.002+01:00</published><updated>2008-12-16T01:53:10.407+01:00</updated><title type='text'>A noite é nossa</title><content type='html'>&lt;embed src="http://www.metacafe.com/fplayer/874266/eva_mendes_naked_in_we_own_the_night.swf" width="400" height="345" wmode="transparent" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash"&gt; &lt;/embed&gt;&lt;br&gt;&lt;font size = 1&gt;&lt;a href="http://www.metacafe.com/watch/874266/eva_mendes_naked_in_we_own_the_night/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista dos «melhores filmes do ano» chega dentro de momentos. Como aperitivo, recordo a melhor cena de abertura (digamos assim) do ano: &lt;em&gt;We Own the Night&lt;/em&gt;, de James Gray, com Joaquin Phoenix e Eva Mendes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-5210351288294122279?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5210351288294122279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5210351288294122279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/noite-nossa.html' title='A noite é nossa'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-8507846145446862867</id><published>2008-12-15T16:28:00.004+01:00</published><updated>2008-12-15T16:42:10.633+01:00</updated><title type='text'>Inspector Derrick</title><content type='html'>&lt;img style="WIDTH: 228px; HEIGHT: 298px" height="354" src="http://www.always-the-king.de/Tigger3000/AKjpgs/Tappert.JPG" width="228" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu Horst Tappert, conhecido pela clássica série televisiva &lt;em&gt;Derrick&lt;/em&gt; (1974-1998). Quando penso na Alemanha do «milagre económico» penso sempre nesse reverso da medalha dado por Fassbinder, Herzog, Böll e pelo inspector Derrick. Uma Alemanha tristonha, vergada ao peso do remorso, cheia de conflitos surdos e desesperos intelectualizados. Stephan Derrick, o Columbo alemão, resolvia com sisudez e paciência os crimes da burguesia abastada e emocionalmente reprimida. E acabava cada episódio sem a satisfação dos casos encerrados, como se cada fim fosse um recomeço. É um dos grandes pessimistas da ficção televisiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-8507846145446862867?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/8507846145446862867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/8507846145446862867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/morreu-horst-tappert-conhecido-pela.html' title='Inspector Derrick'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-5254513363324495746</id><published>2008-12-15T13:52:00.000+01:00</published><updated>2008-12-15T13:53:27.132+01:00</updated><title type='text'>Forévaiangue</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/n7CuJ8cR9sg&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/n7CuJ8cR9sg&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(para o &lt;a href="http://www.pastoralportuguesa.blogspot.com/"&gt;Rogério&lt;/a&gt; ganhar uma aposta)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-5254513363324495746?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5254513363324495746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5254513363324495746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/para-o-rogrio-ganhar-aposta.html' title='Forévaiangue'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-536467564596613351</id><published>2008-12-15T13:50:00.009+01:00</published><updated>2008-12-15T16:37:20.808+01:00</updated><title type='text'>De Oliveira</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.contracampo.com.br/91/francisca2.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre aqueles que elogiam apenas a longevidade de Manoel de Oliveira e aqueles que atacam a sua obra, há uma coisa em comum: não viram os filmes (10 minutos na RTP2 não conta). Nenhum cineasta tem sido vítima de tantos clichés e de tanta ignorância. Vale a pena ler o livrinho que acompanha a caixa Oliveira agora editada, onde &lt;a href="http://www.sound--vision.blogspot.com/"&gt;João Lopes&lt;/a&gt; desmente com factos as parvoíces mais comuns (como a «duração excessiva»). Oliveira é um dos grandes cineastas vivos, e mais que os cem anos interessa sublinhar os setenta anos de carreira, a sua fidelidade voluntarista a um cinema livre e pessoal, à margem das ideias maioritárias e intolerantes. Digo isto à vontade, porque não sou um indefectível de Oliveira. Acho que tem vários filmes falhados (&lt;em&gt;A Divina Comédia&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A Carta&lt;/em&gt;) e alguns desastrosos (&lt;em&gt;A Caixa&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Um Filme Falado&lt;/em&gt;). Tenho também pouco interesse pelos seus filmes «históricos» (de &lt;em&gt;Non&lt;/em&gt; até &lt;em&gt;Cristóvão Colombo&lt;/em&gt;). Mas quem fez &lt;em&gt;Douro, Faina Fluvial&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Acto da Primavera&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Francisca&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Vale Abraão&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Vou&lt;/em&gt; &lt;em&gt;para Casa&lt;/em&gt; não tem nada que provar aos filisteus. Adepto de uma noção teatral e literal da &lt;em&gt;adaptação&lt;/em&gt;, é um dos grandes mestres do romanesco romântico, estilizado num registo distanciado e de uma ambiguidade católica perversa. Parece-me impossível gostar de Ozu, de Bresson ou de Dreyer e achar que Oliveira não vale nada. Não há nem nunca houve &lt;em&gt;um só cinema&lt;/em&gt; (Godard fala da linhagem Lumière e da linhagem Méliés). Os filmes de Oliveira são difíceis, «elitistas» e pouco dados a expectativas comerciais e consensos críticos. Quem elogia o aspecto «anedótico» dos cem anos ou ataca os seus filmes, faz-lhe sem saber uma homenagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-536467564596613351?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/536467564596613351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/536467564596613351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/entre-os-que-elogiam-apenas-longevidade.html' title='De Oliveira'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-6863536229952788882</id><published>2008-12-12T01:01:00.003+01:00</published><updated>2008-12-12T01:05:39.055+01:00</updated><title type='text'>Estão convidados</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SUFarJbcX3I/AAAAAAAAAMg/Oq4ew4fWCkY/s1600-h/nm2.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278599935566831474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SUFarJbcX3I/AAAAAAAAAMg/Oq4ew4fWCkY/s320/nm2.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Ouça&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://tsf.sapo.pt/blogs/governosombra/archive/2008/12/10/nada-de-melancolia-um-convite.aspx"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;em&gt;um excerto.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-6863536229952788882?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6863536229952788882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6863536229952788882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/oua-aqui-um-excerto.html' title='Estão convidados'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SUFarJbcX3I/AAAAAAAAAMg/Oq4ew4fWCkY/s72-c/nm2.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-6234851309173791297</id><published>2008-12-11T18:56:00.004+01:00</published><updated>2008-12-11T19:20:49.743+01:00</updated><title type='text'>A escada do sublime</title><content type='html'>Eduardo Cintra Torres publicou no &lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=pda_shownews&amp;amp;id=343906"&gt;Jornal de Negócios&lt;/a&gt; um texto sobre a campanha da Triumph que me parece um testemunho civilizacional. Nunca percebi porque é que gente civilizada acha a beleza física um tema trivial. A beleza física é o mais sublime capítulo da Estética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Triumph recorreu pelo segundo ano consecutivo à modelo Cláudia Vieira para publicitar a sua lingerie. Nos media e na blogosfera, os anúncios com Cláudia Vieira provocam a alegria do género masculino e o silêncio do género feminino. Estranha divergência: a campanha publicita produtos para as mulheres mas são os homens que cantam hossanas. (...) A marca percebeu ser desnecessário colocar Vieira em poses de entrega: a imagem de símbolo do erotismo feminino arreigou-se-lhe de tal forma que a Triumph pôde mostrá-la este ano como mamã de cueca e sutiã junto do bercinho ("Rainha-mãe") ou rodeada de rosas como a "Rainha Santa" da mitologia nacional. (...) &lt;/em&gt;&lt;em&gt;os anúncios com Cláudia Vieira parecem ir além dessa patética menoridade que seria assumida pelas mulheres que observam mulheres pressupondo o olhar dos homens sobre as outras e sobre si mesmas. Vieira exibe uma rara superioridade, dela mas também um dom, que ultrapassa essa limitação mesquinha, pois apresenta-se, de facto como um insuperável símbolo de beleza feminina e erotismo que consegue situar-se no domínio da estética, subindo a escada do sublime. O uso do conceito de "rainha" nestes anúncios vai nesse sentido. O erotismo é sublimado por uma visão de "arte pela arte", o corpo transformado em arte. Que isto suceda na arte vã e apressada da publicidade é digno do maior elogio.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-6234851309173791297?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6234851309173791297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6234851309173791297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/escada-do-sublime.html' title='A escada do sublime'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-3149619490749882574</id><published>2008-12-10T12:15:00.001+01:00</published><updated>2008-12-10T12:15:57.262+01:00</updated><title type='text'>Ipsilão</title><content type='html'>Agora &lt;a href="http://ipsilon.publico.pt"&gt;online&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-3149619490749882574?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3149619490749882574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3149619490749882574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/ipsilo.html' title='Ipsilão'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-5643105268268973245</id><published>2008-12-10T12:10:00.004+01:00</published><updated>2008-12-10T12:23:51.889+01:00</updated><title type='text'>Olivier Messiaen</title><content type='html'>&lt;img src="http://media.independent.com/img/photos/2008/07/01/classicalMessiaen-in-1945-.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;15 de Janeiro de 1941. Campo de prisioneiros Stalag VIII A, em Görlitz, Silésia. Temperatura negativa e neve abundante. Quatrocentas pessoas entram num barracão de madeira: o comandante do campo, oficiais e presos das mais diversas condições. Entram então quatro músicos: Etienne Pasquier, Jean Le Boulaire, Henri Akoka e Olivier Messiaen. Messiaen veste um fato rasgado de um soldado checo e calça uns tamancos de madeira. Os instrumentos também não estão nas melhores condições. O jovem francês dirige-se ao público e apresenta a peça, um quarteto para violino, violoncelo, clarinete e piano chamado Quatuor pour la fin du temps, composto ali mesmo no Stalag VIII A. Messiaen explica que o Quarteto se baseia numa passagem do Apocalipse em que um anjo majestoso levanta as mãos para os céus e diz (na tradução francesa que Messiaen trazia consigo): Il n'y aura plus de temps.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante 50 minutos, aquela pequena multidão comprimida ouve em absoluto silêncio aquela música cheia de inovações rítmicas, de impossíveis fortíssimos e lentíssimos. Uma liturgia intensa, etérea, inesperada. O compositor, dado a sinestesias musicais, descreveu assim um dos andamentos: «suaves cascatas de notas azuis e malva, douradas e verdes, vermelho violeta e laranja azulado – dominadas por cinzentos metálicos» Quando termina o último movimento, «Louange à l'Imortalité de Jesus», o público mantém-se mudo por alguns momentos, começa em aplausos hesitantes, e depois ovaciona e felicita os quatro músicos. Messiaen comentou: «Nunca fui ouvido com tanta atenção e compreensão». Pouco depois, o compositor é libertado. Torna-se professor do Conservatório, em Paris, onde foi mestre de Boulez, Stockhausen e Xenakis e de onde se reformou em 1978. Olivier Messiaen, o maior compositor religioso do século passado, nasceu a 10 de Dezembro de 1908, faz agora cem anos.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estreia do Quarteto foi o momento mais inesquecível da sua vida, e ele recordava-o com frequência, às vezes com algumas liberdades poéticas. Esse extraordinário momento na história da música (e da guerra) não aconteceu por acaso. Messiaen era já um compositor conhecido, os alemães cultivavam a música erudita, e aquele campo era especialmente dado a actividades artísticas (tinha biblioteca, sessões de teatro, uma banda de jazz, conferências). Uma especificidade que abrangia apenas os presos ocidentais e que aliás servia como propaganda nas visitas da Cruz Vermelha. Messiaen e os outros músicos gozavam os privilégios dos chamados soldats musiciens (que formalmente não eram): o compositor tinha partituras, papel, lápis, sossego para escrever, instrumentos, um espaço para ensaios, e uma dose reforçada de pão e carvão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Messiaen, professor e organista da Igreja de la Sainte Trinité, admirador de Debussy e Stranvinsky, tinha-se estreado na composição dez anos antes, e gozava do respeito geral de músicos e melómanos. Mobilizado como auxiliar médico, foi capturado em Verdun em Maio de 1940 e transferido para o Stalag VIII A. Quando foi agraciado com aquele tratamento de favor, escreveu para os três instrumentos (e os respectivos músicos) que encontrou no campo, a que se acrescentou um piano vertical que os alemães arranjaram e que ele próprio tocou.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os membros do quarteto não tinham grandes afinidades, excepto o facto de serem quatro músicos franceses. Messiaen era um católico devoto, que aceitava a vontade de Deus (incluindo a prisão) e que sempre compôs peças litúrgicas, nomeadamente uma elegia aos mortos das Grandes Guerras chamada Et exspecto resurrectionem mortuorem. Quanto aos outros três, um era agnóstico, outro ateu, outro judeu e trotskista. No entanto, todos estavam enlevados com aquela redenção pela música, aquele milagre de liberdade no gelo prisional da Silésia.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Messiaen explicou que o quarteto tinha oito movimentos porque Deus fez o mundo em seis dias e descansou ao sétimo; o oitavo dia representava então a eternidade, marcada pela aparição de um anjo que declara o fim do tempo. O compositor vivia maravilhado com os pássaros (escreveu um Catalogue d'oiseaux), com a aurora boreal, com a esperança bíblica, com o cromatismo simbólico do Apocalipse. Tinha fome e frio, e saudades da família, mas vivia uma fé inabalável. Acreditava na «perpétua conversão do futuro no passado», mas também, como Eliot, no tempo passado contido no tempo presente. E acima de tudo num tempo depois do tempo a que chamamos, por falta de palavra mais justa, eternidade. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(texto publicado no Público de dia 6)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-5643105268268973245?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5643105268268973245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5643105268268973245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/olivier-messiaen.html' title='Olivier Messiaen'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-4846129293681063434</id><published>2008-12-10T12:04:00.002+01:00</published><updated>2008-12-10T12:26:52.797+01:00</updated><title type='text'>Os nós e os laços</title><content type='html'>António Alçada Baptista escreveu dois livros fundamentais para qualquer pessoa que queira pensar o catolicismo português: &lt;em&gt;Peregrinação Interior - Reflexões sobre Deus&lt;/em&gt; (1971) e &lt;em&gt;Peregrinação Interior II - O Anjo da Esperança&lt;/em&gt; (1982). Fundou uma das revistas mais estimulantes do nosso panorama cultural (&lt;em&gt;O Tempo e o Modo&lt;/em&gt;) e uma excelente editora (a Moraes). Foi depois disso um bom presidente do Instituto Português do Livro. Era um homem afável, culto, cosmopolita e dialogante. Isto é justo que se diga, e tem sido dito. Mas também é justo que se lembre que &lt;em&gt;Os Nós e os Laços&lt;/em&gt; (1985) marcou uma viragem na sua carreira e, mais importante, no romance português, hoje infestado de «literatura dos afectos» e de afilhadas de Alçada. As pessoas falam muito de &lt;em&gt;O Que Diz Molero&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Os Cus de Judas&lt;/em&gt;, mas creio que &lt;em&gt;Os Nós e os Laços&lt;/em&gt; teve mais influência na escrita portuguesa, marcando uma deriva «débil» que durou vinte anos (ainda dura) e de que talvez nos tenhamos finalmente libertado com o aparecimento de alguém como Gonçalo M. Tavares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-4846129293681063434?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4846129293681063434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4846129293681063434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/os-ns-e-os-laos.html' title='Os nós e os laços'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-2074062285535475227</id><published>2008-12-10T00:27:00.000+01:00</published><updated>2008-12-10T00:28:47.580+01:00</updated><title type='text'>Havias de me ouvir tocar piano</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7iMeyKEOvBI&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7iMeyKEOvBI&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;So I broke into the Palace&lt;br /&gt;With a sponge and a rusty spanner&lt;br /&gt;She said: «Eh, I know you, and you cannot sing»&lt;br /&gt;I said: «That's nothing - you should hear me play piano»&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-2074062285535475227?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/2074062285535475227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/2074062285535475227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/havias-de-me-ouvir-tocar-piano.html' title='Havias de me ouvir tocar piano'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-6156005405866646099</id><published>2008-12-08T12:35:00.001+01:00</published><updated>2008-12-10T13:26:30.765+01:00</updated><title type='text'>Um pateta confiante e crédulo</title><content type='html'>«O meu [ideal] encarnou numa mulher, porque eu idolatrava as mulheres. Quando ele caiu, eu também caí. Nas minhas cartas encontrarás um pateta confiante e crédulo, que acreditava em tudo, mesmo que era lixo (…)»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Strindberg, carta a Axel Lundegard, 12 de Novembro de 1887)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 273px; HEIGHT: 332px" height="1602" src="http://www.evafaenge.se/blog/uploaded_images/bild-A.Strindberg_2-798545.jpg" width="985" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-6156005405866646099?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6156005405866646099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6156005405866646099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/um-pateta-confiante-e-crdulo.html' title='Um pateta confiante e crédulo'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-8042505435295032138</id><published>2008-12-08T12:33:00.007+01:00</published><updated>2008-12-10T13:42:11.389+01:00</updated><title type='text'>A mais forte</title><content type='html'>&lt;em&gt;Fadren / O Pai&lt;/em&gt; (1887) é uma &lt;em&gt;defesa dos homens&lt;/em&gt; (contra o feminismo de Ibsen) e um violento ataque misógino com ressonâncias autobiográficas (o casamento de Strindberg com Siri von Essen corria mal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perfídia feminina é dada nesta peça através das maquinações da mulher do Capitão, Laura, feitas sobretudo através da &lt;em&gt;sugestão&lt;/em&gt;. Ela sugere que a filha deles é filha de outro homem, sugere que o marido está louco, sugere que ela é o elemento mais forte do casal. E jogando com essas insinuações ou calúnias, destrói o Capitão, um homem muito menos viril do que aparenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;CAPITÃO: (…) Pensei que desprezasses a minha falta de masculinidade, e quis conquistar-te como mulher sendo um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LAURA: Esse foi o teu erro. (….) O amor entre um homem e uma mulher é uma guerra. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nessa guerra ela é, de facto, a mais forte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-8042505435295032138?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/8042505435295032138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/8042505435295032138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/blog-post_8211.html' title='A mais forte'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-3549135569722318121</id><published>2008-12-08T12:32:00.002+01:00</published><updated>2008-12-09T14:22:07.736+01:00</updated><title type='text'>A mim primeiro e a ti depois</title><content type='html'>Há pactos suicidas entre amantes (Kleist e Henriette Vogel). Há homens tresloucados que assassinam a mulher e depois se suicidam. Eu sou incapaz de actos tão sublimes ou tão trágicos. Fico-me pelo verso de Reininho: «mato-me primeiro e a ti depois».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-3549135569722318121?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3549135569722318121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3549135569722318121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/mim-primeiro-e-ti-depois.html' title='A mim primeiro e a ti depois'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-7808036133573655367</id><published>2008-12-08T12:31:00.002+01:00</published><updated>2008-12-08T12:32:12.911+01:00</updated><title type='text'>A praga</title><content type='html'>Eliminei a praga da mentira. Mas é possível que me aconteça o que aconteceu a Mao Zedong: ordenou que os agricultores chineses combatessem a praga dos pardais e nesse ano as colheitas sofreram uma praga de insectos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-7808036133573655367?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7808036133573655367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7808036133573655367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/praga.html' title='A praga'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-4405266245507441244</id><published>2008-12-08T12:31:00.001+01:00</published><updated>2008-12-08T12:31:43.168+01:00</updated><title type='text'>Cair para fora</title><content type='html'>Quando não chega o tempo, tentem a distância. &lt;br /&gt;Quando não chega a distância, tentem o tempo. &lt;br /&gt;Quando o tempo e a distância não funcionam, tentem a violência. &lt;br /&gt;Sabendo que ganham a vida mas perdem a alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-4405266245507441244?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4405266245507441244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4405266245507441244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/cair-para-fora.html' title='Cair para fora'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-3152206180514816442</id><published>2008-12-08T12:29:00.004+01:00</published><updated>2008-12-10T18:15:49.376+01:00</updated><title type='text'>Quatro advérbios e cinco adjectivos</title><content type='html'>A escrita é inútil? Talvez seja, mas a verdade é que resolvi a minha vida com quatro advérbios e cinco adjectivos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-3152206180514816442?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3152206180514816442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3152206180514816442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/quatro-advrbios-e-cinco-adjectivos.html' title='Quatro advérbios e cinco adjectivos'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-3910039706869558076</id><published>2008-12-08T12:28:00.002+01:00</published><updated>2008-12-10T18:16:00.999+01:00</updated><title type='text'>Heretic pride</title><content type='html'>Acordo aos 36 com uma canção que exalta um «&lt;em&gt;heretic pride&lt;/em&gt;»: o orgulho herético de estar vivo. Gosto da ideia, mas ainda não me sinto capaz de tal heresia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-3910039706869558076?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3910039706869558076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3910039706869558076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/heretic-pride.html' title='Heretic pride'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-477515486040916580</id><published>2008-12-08T12:27:00.001+01:00</published><updated>2008-12-08T12:27:45.403+01:00</updated><title type='text'>Lisa Fremont</title><content type='html'>Morreu John Michael Hayes, um dos muitos (e maltratados) argumentistas de Hitchcock. Fica na história por uma obra-prima: &lt;em&gt;Rear Window&lt;/em&gt;. Pegou num conto de Cornell Woolrich e fez várias alterações e acrescentos, entre os quais a personagem de Lisa Fremont: uma mulher bela, sofisticada e carinhosa. Daquelas que só existem nos filmes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-477515486040916580?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/477515486040916580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/477515486040916580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/lisa-fremont.html' title='Lisa Fremont'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-3173504916944661362</id><published>2008-12-04T16:24:00.003+01:00</published><updated>2008-12-04T16:26:56.490+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-VjbuM4i--A&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-VjbuM4i--A&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And if you should die &lt;br /&gt;I may feel slightly sad &lt;br /&gt;(But I won't cry) &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-3173504916944661362?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3173504916944661362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3173504916944661362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/and-if-you-should-die-i-may-feel.html' title=''/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1661309056698265806</id><published>2008-12-04T16:22:00.000+01:00</published><updated>2008-12-04T16:33:39.411+01:00</updated><title type='text'>Da responsabilidade penal</title><content type='html'>Textos de um «inimputável»? É possível. Ou então de um inocente que se acusa de crimes que não cometeu, e que assim se torna culpado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1661309056698265806?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1661309056698265806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1661309056698265806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/blog-post.html' title='Da responsabilidade penal'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1222404679352769920</id><published>2008-12-03T21:08:00.003+01:00</published><updated>2008-12-03T21:17:06.677+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/STbnohICBBI/AAAAAAAAAMI/5p3ECtcjlAE/s1600-h/CAPA_MELANCOLIA%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275658696783954962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/STbnohICBBI/AAAAAAAAAMI/5p3ECtcjlAE/s320/CAPA_MELANCOLIA%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de Melancolia &lt;em&gt;reúne as crónicas que foram originalmente publicadas na revista NS&lt;/em&gt; (Diário de Notícias &lt;em&gt;e&lt;/em&gt; Jornal de Notícias) &lt;em&gt;entre Janeiro de 2006 e Abril de 2007.&lt;/em&gt; Nada de Melancolia &lt;em&gt;tem prefácio de Miguel Esteves Cardoso, é editado pela Tinta da China, e será posto à venda dia 9 de Dezembro. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1222404679352769920?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1222404679352769920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1222404679352769920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/nada-de-melancolia-rene-as-crnicas-que.html' title=''/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/STbnohICBBI/AAAAAAAAAMI/5p3ECtcjlAE/s72-c/CAPA_MELANCOLIA%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-4043816085087889442</id><published>2008-12-03T00:40:00.003+01:00</published><updated>2008-12-03T00:51:10.614+01:00</updated><title type='text'>«Ela»</title><content type='html'>Quando o «tu» se transformou em «ela», ela deixou de existir para mim. Existe agora apenas esse seu fantasma com quem dialogo, «ela» que agora escrevo porque não vivi. Com ela aprendi que não se apanha gente caída no chão, com ela veio o fim de ilusões que deviam ter acabado muito antes, e a vergonha pública que se envergonhava de ser privada. Agora já não é ela mas «ela», um pronome, um facto vocabular, um barulho de letras, uma remissão, uma entidade, um espectro, um remorso, uma lição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-4043816085087889442?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4043816085087889442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4043816085087889442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/ela.html' title='«Ela»'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1583159220189326211</id><published>2008-12-03T00:39:00.001+01:00</published><updated>2008-12-03T00:54:11.527+01:00</updated><title type='text'>A paixão dos fortes</title><content type='html'>Ele disse, ou disse eu depois daquilo que ele me disse a mim: é verdade que quem ama faz sacrifícios, é uma verdade trivial, mas há uma coisa mais importante que isso: quem aceita a ideia de sacrifício &lt;em&gt;já aceitou a ideia do amor&lt;/em&gt;. O sacrifício não é apenas uma parte integrante do amor; o sacrifício é a própria definição do amor, porque é a suspensão do egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não me conhecia de lado nenhum, mas garantiu, ou garanti eu depois daquilo que ele me disse: ela não recusou o amor por ter recusado o sacrifício; ela fugiu do sacrifício porque foge do amor. Porque admitir a fraqueza é dar parte de fraca, e ela tem a paixão dos fortes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1583159220189326211?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1583159220189326211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1583159220189326211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/paixo-dos-fortes.html' title='A paixão dos fortes'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-7529724951578224705</id><published>2008-12-01T19:54:00.004+01:00</published><updated>2008-12-01T20:00:01.189+01:00</updated><title type='text'>Pouco condecoradas</title><content type='html'>&lt;em&gt;Particularmente não lhe escreveria, porque me prezo de não ter correspondentes senão pessoas inteligentes, pouco condecoradas, e de provada ortodoxia em gramática portuguesa. V. Exa. não está neste caso.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Carta aberta de Antero de Quental ao Marquês d’Ávila e de Bolama, presidente do Conselho de Ministros, 30 de Junho de 1871)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-7529724951578224705?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7529724951578224705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7529724951578224705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/v-exa-no-est-neste-caso.html' title='Pouco condecoradas'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-876224087299706126</id><published>2008-12-01T15:10:00.000+01:00</published><updated>2008-12-01T15:11:12.512+01:00</updated><title type='text'>O sangue (2)</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rdoG3NkMI1I&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rdoG3NkMI1I&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But blood makes noise&lt;br /&gt;It's a ringing in my ear&lt;br /&gt;Blood makes noise&lt;br /&gt;And I can't really hear you&lt;br /&gt;In the thickening of fear&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Suzanne Vega)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-876224087299706126?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/876224087299706126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/876224087299706126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/o-sangue-2.html' title='O sangue (2)'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-815319279685145414</id><published>2008-12-01T15:07:00.001+01:00</published><updated>2008-12-01T15:10:09.455+01:00</updated><title type='text'>O sangue</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.fortunespawn.com/wp-content/uploads/2007/10/blood_spatter.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente, os médicos sangravam os doentes por tudo e por nada. Parece uma violência escusada, mas talvez não seja. Se as doenças correm no sangue, por que não fazer correr o sangue?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-815319279685145414?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/815319279685145414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/815319279685145414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/12/o-sangue.html' title='O sangue'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-186616924185192770</id><published>2008-11-30T00:20:00.000+01:00</published><updated>2008-12-01T15:11:59.541+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vWjWKpqhz20&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/vWjWKpqhz20&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-186616924185192770?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/186616924185192770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/186616924185192770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/blog-post_30.html' title=''/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-8674979155402148876</id><published>2008-11-26T16:53:00.006+01:00</published><updated>2008-11-26T17:05:25.180+01:00</updated><title type='text'>O massacre dos inocentes</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SS1xrA5qCzI/AAAAAAAAAMA/I4_t--_oGQw/s1600-h/massacre.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272995722510863154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 305px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SS1xrA5qCzI/AAAAAAAAAMA/I4_t--_oGQw/s320/massacre.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blogue caiu na abjecção. Tenho escrito coisas eticamente reprováveis, sabendo que são eticamente reprováveis. É um descontrolo controlado, como se as sentinelas se ausentassem das guaritas e deixassem entrar uma multidão tumultuosa e repugnante. Ou como um premeditado massacre dos inocentes. O espectáculo é tenebroso, bem sei. E também sei que os fins não justificam os meios. Mas este fim legitima tudo. Porque é o fim mais nobre de todos: a liberdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-8674979155402148876?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/8674979155402148876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/8674979155402148876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/o-massacre-dos-inocentes.html' title='O massacre dos inocentes'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SS1xrA5qCzI/AAAAAAAAAMA/I4_t--_oGQw/s72-c/massacre.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1848210506909009388</id><published>2008-11-26T16:42:00.005+01:00</published><updated>2008-11-27T13:57:14.994+01:00</updated><title type='text'>Uma num milhão</title><content type='html'>Amy Winehouse disse ao &lt;a href="http://www.newsoftheworld.co.uk/showbiz/81569/Amy-Winehouse-admits-her-marriage-to-Blake-Fielder-Civil-is-over-after-he-leaves-her-for-German-model-Sophie-Schandorff.html"&gt;News of the World&lt;/a&gt; que se vai separar do marido, Blake Fielder-Civil. É que ele esteve preso, acusado de posse de drogas e de actos violentos, e entretanto a relação esfriou. «Só estávamos juntos por causa do sexo», explica Amy. Ela ainda «ama» Blake, mas sem sexo a sua relação já não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou farto de santas marias gorettis, e é bom ouvir uma mulher que diz em público «só estávamos juntos por causa do sexo». E que abandona um homem que esteve preso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher que não teme a sinceridade, mesmo que fique mal na fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma num milhão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1848210506909009388?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1848210506909009388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1848210506909009388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/uma-num-milho.html' title='Uma num milhão'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-4776208890073729131</id><published>2008-11-26T00:37:00.006+01:00</published><updated>2008-11-27T13:56:36.247+01:00</updated><title type='text'>De um castelo a outro</title><content type='html'>&lt;img style="WIDTH: 266px; HEIGHT: 352px" height="336" src="http://multimedia.fnac.com/multimedia/images_produits/ZoomPE/8/0/1/9782070213108.jpg" width="314" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu uma nova tradução portuguesa de &lt;em&gt;D’un château l’autre&lt;/em&gt; (1957), o portentoso romance de Céline que descreve a corte dos colaboracionistas franceses em Sigmaringen, naquele que foi, juntamente com a comédia tétrica de Saló e os trágicos julgamentos de Moscovo, um dos momentos mais patéticos da história europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;D’un chateu l’autre&lt;/em&gt; chama-se nesta edição &lt;em&gt;Castelos Perigosos&lt;/em&gt; (Ulisseia, trad. Clara Alvarez).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[há uma tradução da Dom Quixote que suponho esgotada]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-4776208890073729131?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4776208890073729131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4776208890073729131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/de-um-castelo-outro.html' title='De um castelo a outro'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1063124896051495221</id><published>2008-11-25T19:02:00.002+01:00</published><updated>2008-11-26T00:17:50.941+01:00</updated><title type='text'>O cobarde Robert Ford</title><content type='html'>Robert Ford já não era mais um «bandido procurado pela polícia». Agora era «o homem que matou Jesse James». Herói para alguns, traidor para outros, Ford ganha dinheiro no teatro representando o seu próprio papel, revivendo o momento em que matou o amigo pelas costas. Numa cena do filme&lt;em&gt; I Shot Jesse James&lt;/em&gt; (1949), o xerife vai ajustar contas com Bob Ford e quando o avista, vira-lhe as costas. Seria um acto insensato noutras circunstâncias, mas aqui serve para demonstrar a fraqueza de Ford, o homem que mata pelas costas. E é Ford quem morre no fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1063124896051495221?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1063124896051495221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1063124896051495221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/o-cobarde-robert-ford.html' title='O cobarde Robert Ford'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-5920957879257896158</id><published>2008-11-25T18:17:00.000+01:00</published><updated>2008-11-25T18:18:10.080+01:00</updated><title type='text'>Ticiano (featuring Kim Cattrall)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SSwzKzNvF7I/AAAAAAAAAL4/YXTakIFzmhA/s1600-h/titiandikim-460.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 192px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SSwzKzNvF7I/AAAAAAAAAL4/YXTakIFzmhA/s320/titiandikim-460.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272645524383537074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-5920957879257896158?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5920957879257896158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5920957879257896158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/ticiano-featuring-kim-cattrall.html' title='Ticiano (featuring Kim Cattrall)'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SSwzKzNvF7I/AAAAAAAAAL4/YXTakIFzmhA/s72-c/titiandikim-460.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1829357424534135223</id><published>2008-11-25T18:16:00.000+01:00</published><updated>2008-11-25T18:17:01.725+01:00</updated><title type='text'>A morte presumida</title><content type='html'>Richey Edwards, dos Manic Street Preachers, desapareceu a 1 de Fevereiro de 1995. A 23 de Novembro de 2008, um tribunal decretou a sua morte presumida. Como vêem, mesmo 13 anos depois ainda temos que avançar com o cuidado de simples «presunções».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1829357424534135223?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1829357424534135223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1829357424534135223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/morte-presumida.html' title='A morte presumida'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-4297951348358172915</id><published>2008-11-25T12:10:00.001+01:00</published><updated>2008-11-25T12:10:30.912+01:00</updated><title type='text'>Com o odioso (2)</title><content type='html'>&lt;em&gt;Breaking up is hard, but keeping dark is hateful&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(David Bowie)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-4297951348358172915?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4297951348358172915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4297951348358172915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/com-o-odioso-2.html' title='Com o odioso (2)'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-3498925321478175570</id><published>2008-11-25T11:49:00.000+01:00</published><updated>2008-11-25T11:43:59.356+01:00</updated><title type='text'>Darwin</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SSvSIeOFoOI/AAAAAAAAALw/g-ulsbU4Bw0/s1600-h/pintass.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SSvSIeOFoOI/AAAAAAAAALw/g-ulsbU4Bw0/s320/pintass.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272538831760236770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;A selecção sexual é importante no surgimento de novas espécies mas não é determinante. Esta é uma conclusão que se aplica, pelo menos, aos pintassilgos, de acordo com um estudo de investigadores portugueses divulgado na revista Evolution. O grupo de cientistas da Universidade de Coimbra (UC) estudou pintassilgos de todo o mundo (…) e percebeu que, ao contrário do que se pensava, as cores intensas dos pintassilgos machos não são determinantes na escolha de parceiro e, assim, no surgimento de novas espécies. Sobressai assim a importância da selecção natural que se baseia no acumular de diferenças entre populações que vivem em locais distintos&lt;/em&gt;. (Público)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cores intensas definem a &lt;em&gt;diferença&lt;/em&gt; e não a selecção sexual? Que maravilha. É toda a tua teoria que cai por terra, «minha querida». Quem vive pelo Darwin, morre pelo Darwin.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-3498925321478175570?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3498925321478175570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3498925321478175570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/darwin.html' title='Darwin'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SSvSIeOFoOI/AAAAAAAAALw/g-ulsbU4Bw0/s72-c/pintass.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1823089439843439742</id><published>2008-11-25T11:43:00.001+01:00</published><updated>2008-11-25T11:43:18.051+01:00</updated><title type='text'>Petróleo, petróleo, petróleo</title><content type='html'>Quando eu discutia a política externa americana e falava de geoestratégia e de voluntarismo e de democracia e da teoria do dominó, os meus amigos de esquerda repetiam: «petróleo, petróleo, petróleo». Eu admitia que sim, que o petróleo, mas que não era só o petróleo, que diabo, não era só o petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois vieste tu, e contigo ficou claro que não há voluntarismos, estratégias, democracias nem dominós. Os meus amigos de esquerda tinham razão: «petróleo, petróleo, petróleo».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1823089439843439742?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1823089439843439742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1823089439843439742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/petrleo-petrleo-petrleo.html' title='Petróleo, petróleo, petróleo'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-2807162204217190628</id><published>2008-11-25T11:33:00.001+01:00</published><updated>2008-11-25T11:38:55.140+01:00</updated><title type='text'>Antropologia</title><content type='html'>Ficámos (vejam bem) &lt;em&gt;encantados&lt;/em&gt; com o pessimismo um do outro. E depois confirmámos o pessimismo um ao outro. Tudo está bem quando acaba mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-2807162204217190628?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/2807162204217190628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/2807162204217190628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/antropologia_25.html' title='Antropologia'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1579848265532372260</id><published>2008-11-24T14:56:00.001+01:00</published><updated>2008-11-24T15:00:49.551+01:00</updated><title type='text'>Artes de palco</title><content type='html'>&lt;em&gt;(...) «You're on a stage but people are a bit away. You're singing songs that are a personal expression, but you're not doing it individually to people; you're doing it to a mass of people». (...) But he does express himself honestly in music? «Yes. But it must be unhealthy if you only express yourself in that area and you don't express yourself in your real life. That's a bit fucked up, isn't it?» He often turns his statements into a question.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jarvis Cocker, numa &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/music/2008/nov/24/jarvis-cocker-pulp-pop-music"&gt;entrevista&lt;/a&gt; ao &lt;em&gt;Guardian&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1579848265532372260?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1579848265532372260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1579848265532372260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/artes-de-palco.html' title='Artes de palco'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-9002410646187349533</id><published>2008-11-24T13:59:00.003+01:00</published><updated>2008-11-24T14:02:06.268+01:00</updated><title type='text'>Mortos vivos</title><content type='html'>&lt;em&gt;Being dead, I suggest to Roth, seems indistinguishable from being a writer. He laughs and draws a vital distinction: «Well, we're the living dead».&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Philip Roth, numa &lt;a href="http://www.latimes.com/features/books/la-ca-philip-roth14-2008sep14,0,311739.story"&gt;entrevista&lt;/a&gt; ao &lt;em&gt;Los Angeles Times&lt;/em&gt; [via&lt;a href="http://pastoralportuguesa.blogspot.com/2008/11/no-se-apanha-o-carlos-vaz-marques-ou.html"&gt; Pastoral Portuguesa&lt;/a&gt;]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-9002410646187349533?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/9002410646187349533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/9002410646187349533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/mortos-vivos.html' title='Mortos vivos'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-5066382413002353913</id><published>2008-11-24T12:57:00.001+01:00</published><updated>2008-11-24T13:07:28.997+01:00</updated><title type='text'>Alice (correio dos leitores)</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CsrfovOPcjk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CsrfovOPcjk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-5066382413002353913?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5066382413002353913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5066382413002353913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/alguns-leitores-comeam-ficar-fartos-e-j.html' title='Alice (correio dos leitores)'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-6333136510635931090</id><published>2008-11-23T23:54:00.000+01:00</published><updated>2008-11-24T13:05:28.677+01:00</updated><title type='text'>O ingénuo especial</title><content type='html'>Os ingénuos acham que o mundo é simples e depois ficam surpreendidos com um mundo complexo. Eu sou um ingénuo especial: achei que o mundo era complexo e afinal é bastante simples. Há instintos, interesses, desejos e lógicas de classe. Não há mais nada. É tudo tão linear que quem está de fora, sem conhecer as pessoas envolvidas, podia contar a história tal qual, como Buñuel, que adivinhava os finais dos filmes que via logo aos primeiros minutos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-6333136510635931090?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6333136510635931090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6333136510635931090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/o-ingnuo-especial.html' title='O ingénuo especial'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-6488723505737470643</id><published>2008-11-23T23:53:00.004+01:00</published><updated>2008-11-23T23:58:58.185+01:00</updated><title type='text'>Fascismo emocional</title><content type='html'>&lt;img style="WIDTH: 483px; HEIGHT: 293px" height="382" src="http://i210.photobucket.com/albums/bb31/lstlight/My%20Pictures%202/Apocalypse_Now_Smell_Like_Victory.jpg" width="499" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma espécie de fascismo emocional: estou a &lt;em&gt;limpar&lt;/em&gt; a zona com napalm.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-6488723505737470643?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6488723505737470643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/6488723505737470643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/fascismo-emocional.html' title='Fascismo emocional'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i210.photobucket.com/albums/bb31/lstlight/My%20Pictures%202/th_Apocalypse_Now_Smell_Like_Victory.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-4470845147335207718</id><published>2008-11-23T14:03:00.004+01:00</published><updated>2008-11-23T14:28:58.576+01:00</updated><title type='text'>Acórdão</title><content type='html'>1. Depois de analisados os autos, apresentada a prova, interrogado o réu, ouvidos peritos e testemunhas, considera o tribunal estar suficientemente esclarecido acerca da acusação que impende sobre o réu. Assim, após deliberação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O tribunal dá como provada a prática continuada de actos violentos por parte do réu, nos termos descritos nos autos, prática confirmada pelos peritos e testemunhas e, aliás, reconhecida pelo próprio.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;3. O tribunal considera que não colhe o argumento da legítima defesa invocado pelo réu, dada a ausência de duas características essenciais: a actualidade e a proporcionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Quanto ao critério da actualidade, ninguém contesta que os actos violentos do réu aconteceram muitos meses depois dos actos a que supostamente respondiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Quanto ao critério da proporcionalidade, a violência praticada pelo réu é manifestamente excessiva para quem sofreu apenas (e hipoteticamente) actos de frustração de expectativas (uma matéria cível) ou de burla agravada (acusação que parece infundada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Não se tratando de um acto de legítima defesa, as práticas violentas do réu são consideradas por este tribunal como gratuitas e graves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Por conseguinte, e nos termos da lei penal, o tribunal condena o réu a  [...]&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;(falta a última página)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-4470845147335207718?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4470845147335207718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/4470845147335207718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/acrdo.html' title='Acórdão'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-3871902483374576034</id><published>2008-11-23T13:22:00.001+01:00</published><updated>2008-11-23T13:23:42.687+01:00</updated><title type='text'>Handsome devil</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xB31_P63-ng&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xB31_P63-ng&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I crack the whip&lt;br /&gt;And you skip&lt;br /&gt;But you deserve it&lt;br /&gt;You deserve it, deserve it, deserve it&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-3871902483374576034?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3871902483374576034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3871902483374576034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/handsome-devil.html' title='Handsome devil'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-340705383359146977</id><published>2008-11-20T14:57:00.002+01:00</published><updated>2008-11-20T14:59:12.505+01:00</updated><title type='text'>A cadeira não descia</title><content type='html'>Já não ia há muitos meses ao Londres, e gostei de regressar, é um cinema de que guardo boas memórias e que sempre me deu uma sensação acolhedora, civilizada, coisa que hoje, com cinemas em centros comerciais, já quase não existe. Antes da sessão, quando me sentei naquelas cadeirinhas de molas que descem lentamente, lembrei-me de uma cena com mais de uma década: uma senhora velhota e pequenina que não tinha peso suficiente para que a cadeira descesse. Outras pessoas experimentaram a cadeira, e estava funcional, mas aquela anciã era demasiado leve e a cadeira para ela não descia. Na altura, aquilo foi apenas uma anedota. Hoje, sempre à coca de alegorias, imagino que há gente assim, que não tem as condições mínimas exigíveis, que tudo o que é natural e simples para os outros é para elas terrivelmente complicado ou mesmo impossível. &lt;em&gt;Enough said&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-340705383359146977?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/340705383359146977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/340705383359146977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/cadeira-no-descia.html' title='A cadeira não descia'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-3074527211805624523</id><published>2008-11-19T13:00:00.000+01:00</published><updated>2008-11-19T12:58:32.858+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SSL4tByqhoI/AAAAAAAAALY/porIo3ohHXI/s1600-h/lauranabokov.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270047966435640962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 234px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SSL4tByqhoI/AAAAAAAAALY/porIo3ohHXI/s320/lauranabokov.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Depois de muita hesitação o filho de Vladimir Nabokov decidiu publicar o livro que o pai disse querer ver destruído após a sua morte. «The Original of Laura» chega a Portugal dentro de alguns meses (pela Teorema) e, na próxima sessão dos Livros em Desassossego, é o pretexto para o debate sobre como lidar com o testamento e o espólio dos escritores. Na mesa vão estar a responsável pelo espólio de José Cardoso Pires, Ana Cardoso Pires, o poeta e crítico literário Pedro Mexia e escritor e director da revista LER Francisco José Viegas, a que se junta o editor da Teorema, Carlos da Veiga Ferreira, que elogiará três livros recentes que gostou de ver nas livrarias, e o escritor Jacinto Lucas Pires, que falará do seu novo livro de contos, «Assobiar em Público» (Cotovia). A próxima sessão dos Livros em Desassossego, a última, realiza-se uma semana mais cedo do que habitualmente, na quinta-feira, dia 20 de Novembro, pelas 21.30, na Casa Fernando Pessoa. A moderação é de Carlos Vaz Marques e a entrada é livre. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-3074527211805624523?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3074527211805624523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3074527211805624523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/depois-de-muita-hesitao-o-filho-de.html' title=''/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SSL4tByqhoI/AAAAAAAAALY/porIo3ohHXI/s72-c/lauranabokov.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-718458494669905303</id><published>2008-11-19T12:53:00.008+01:00</published><updated>2008-11-20T12:34:12.414+01:00</updated><title type='text'>Os gigantes da montanha</title><content type='html'>&lt;img src="http://www.ultimateitaly.com/images/peoples/luigi-pirandello.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os Gigantes da Montanha&lt;/em&gt;, versão da última peça (incompleta) de Luigi Pirandello (Cornucópia, encenação Christine Laurent) é um espectáculo inesperado e fascinante. Em primeiro lugar, porque vemos que Pirandello continuou até ao fim fiel ao teatro sobre o teatro, embora alargando o que se entende por «teatro» ao reino do sonho, da fantasia, do inconsciente (o que é «real» e «imaginado» em &lt;em&gt;Os Gigantes&lt;/em&gt;?). Isso vai ao ponto de a peça dentro da peça ser um outro texto de Pirandello (&lt;em&gt;A Fábula do Filho Trocado&lt;/em&gt;). Depois, fiquei impressionado com a semelhança entre Cotrone, o mago e mestre-de-cerimónias (o sempre impecável Luís Miguel Cintra), e o Próspero de &lt;em&gt;The Tempest&lt;/em&gt;, homem de sabedoria e encantamentos. Finalmente, há a questão do final, desse terceiro acto que nunca foi escrito. O segundo acto acaba com os Gigantes que se aproximam, e isso aumenta a sensação de ameaça, para além de deixar na dúvida o simbolismo desses tais Gigantes. O terceiro acto, cuja sinopse Pirandello ditou ao filho mas nunca escreveu, veria a troupe de comediantes representar a peça perante a criadagem dos Gigantes, que não a compreendem nem apreciam, filisteus que são, e que matam a sofredora Condessa Ilse. Um crime que ecoa o destino do poeta que se suicidou por causa da Condessa. É um final mais perfeito mas mais explicativo. O final escolhido por Laurent, com o som da terra a tremer à aproximação dos Gigantes, tem outra força. Encenações houve (a mais famosa é a de Strehler) que reconstituíram esse terceiro acto em falta, mas uns Gigantes identificados com o público ignaro e ávido não têm o mesmo impacto de uns Gigantes míticos e assustadores, que nunca vemos mas que ouvimos, como os bárbaros do poema de Kavafis, que existindo ou não são a razão de vida de quem os espera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-718458494669905303?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/718458494669905303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/718458494669905303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/os-gigantes-da-montanha.html' title='Os gigantes da montanha'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-7892457103904012398</id><published>2008-11-19T12:19:00.001+01:00</published><updated>2008-11-19T12:19:38.348+01:00</updated><title type='text'>Cláudia Vieira</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SSP2QvW5rrI/AAAAAAAAALo/QvcnthhVG9c/s1600-h/nopic.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270326756404473522" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SSP2QvW5rrI/AAAAAAAAALo/QvcnthhVG9c/s320/nopic.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-7892457103904012398?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7892457103904012398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7892457103904012398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/cludia-vieira.html' title='Cláudia Vieira'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SSP2QvW5rrI/AAAAAAAAALo/QvcnthhVG9c/s72-c/nopic.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-5867774635855746045</id><published>2008-11-19T12:10:00.005+01:00</published><updated>2008-11-20T12:32:52.231+01:00</updated><title type='text'>Carta aberta aos administradores da Triumph Portugal</title><content type='html'>Exmos. &lt;a href="http://www.triumph.com/pt/"&gt;Senhores&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço um minuto da vossa atenção para contar um caso pessoal, que julgo no entanto ser uma experiência partilhada por outros portugueses honestos e pacatos. Se mais ninguém vos expôs a situação, eu sucintamente digo ao que venho. Compreendo perfeitamente que a vossa respeitabilíssima empresa tenha interesse em adquirir notoriedade e vantagens competitivas, e não ignoro que os &lt;em&gt;outdoors&lt;/em&gt; e mupis são importantes nesse desígnio. Também percebo a importância de figuras públicas numa campanha publicitária, sobretudo quando são celebridades televisivas, gente respeitada, amada e desejada. Creiam pois que não vos censuro de modo algum a mais recente série de reclames à vossa lingerie. Procurais o sucesso e (perdoe-se-me o trocadilho previsível) o triunfo. Nenhum mal nisso. Há muito aliás que no espaço público nos habituámos a ver cartazes com todo o tipo de produtos, todo o tipo de marcas, e naturalmente todo o tipo de corpos jovens e atraentes. Mas sendo a nossa pátria um viveiro estético, e havendo tantas modelos (elas dizem «manequins») disponíveis e ansiosas por um trabalho que lhes dê visibilidade, porquê optar por Cláudia Vieira? Entendam o meu protesto: nada tenho contra Cláudia Vieira. Bem pelo contrário. Cláudia Vieira é a minha cidadã portuguesa preferida, pela qual faria esforços incomensuráveis como tornar-me vegetariano ou votar Bloco de Esquerda. Mas a beleza de Cláudia, de tão renascentista e clamorosa, é perturbadora se assim exposta em cada esquina, para mais com roupa interior, poses de doce entrega e aquele sorriso que o próprio senhor della Francesca nunca logrou conseguir, por mais pinceladas e pigmentos que tentasse. Embora eu aprecie desmesuradamente tal visão, que vai além do simplesmente belo e convoca espantos e terrores do sublime, tal como Burke os teorizou, embora eu a aprecie, digo, também me causa danos graves. Dores no peito, taquicardia, dificuldade de respiração, perda da fala, fraqueza nas pernas e braços, desmaios. São sintomas misturados de várias crises, mas é exactamente aquilo que sinto com estas campanhas da Triumph. Bem sei que Cláudia Vieira aparece todas as semanas na televisão e nas revistas, mas nesses casos podemos escolher o momento adequado para a ver ou não ver, ligando ou desligando a televisão, folheando ou tapando a revista em causa. Mas na rua, caros senhores, na rua andamos todos, pobres pedestres, gente tão diferente mas afinal tão demótica calcorreando as mesmas calçadas portuguesas, o mesmo alcatrão, as mesmas passagens pedonais. E não podemos evitar ver a nossa querida Cláudia em todo o lado, como os veteranos de guerra ouvem helicópteros das matas da Guiné numa insónia às 4 da manhã nos seus T2 em Alfragide. É impossível não ver, não olhar, não ser invadido por aquela ondulação de curva e contracurva, de côncavo e convexo. E isso causa as supracitadas maleitas, bem como, ao longo do dia, momentos de distracção, alheamento, &lt;em&gt;rêverie&lt;/em&gt;, que ouso dizer prejudicam gravemente o funcionamento já das empresas, já das escolas, já dos serviços estatais. É por tudo isso, excelentíssimos senhores (e pedindo perdão pelo tempo que vos demorei), que humildemente solicito que os cartazes com Cláudia Vieira sejam removidos das nossas ruas, pelo menos das nossas ruas lisboetas, onde ao anoitecer há tal soturnidade, há tal melancolia, que sofremos com o absurdo desejo de a ver e de a não ver. Sabendo que há legiões de mulheres esbeltas, televisivas, namoradas de futebolistas, desfilantes nas passarelas de Milão, porque não contratar uma dessas esforçadas moças para os vossos anúncios, cumprindo todas as vossas legítimas vontades e aspirações comerciais, mas sem que a saúde, a paz de espírito e capacidade de laboração das pessoas em geral e deste que vos escreve em especial sejam afectadas terrivelmente, com efeitos para o futuro que mal podemos imaginar, e que vão do &lt;em&gt;delirium tremens&lt;/em&gt; à insanidade. Considerai o meu caso, e daqueles que eu sem mandato represento. Há tantas mulheres, e tantas perfeitamente adequadas ao fim em vista, propulsoras de interesse e vendas. Mas Cláudia Vieira (que a paz e bênção de Alá estejam sobre ela) é demasiado íntima, demasiado nossa, demasiado uma rapariga portuguesa por quem tropeçamos de ternura (e chega de citações). Pensai um pouco no meu pedido, que não vos fará grande dano e será um acto de misericórdia para tanta gente, incluindo este vosso, e grato,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Mexia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-5867774635855746045?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5867774635855746045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/5867774635855746045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/carta-aberta-aos-administradores-da.html' title='Carta aberta aos administradores da Triumph Portugal'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-8735312659483823511</id><published>2008-11-18T18:02:00.000+01:00</published><updated>2008-11-18T18:04:33.625+01:00</updated><title type='text'>Custam mais</title><content type='html'>Os homens mentem como respiram: vêem a mentira como um banal &lt;em&gt;social skill&lt;/em&gt;. São em geral amorais. As mulheres mentem menos: mentem por vingança ou para preservar a sua imagem. São mais facilmente imorais. O que é «pior»? Não faço ideia. Mas eu nos homens nunca acredito, por isso as mentiras das mulheres custam mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-8735312659483823511?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/8735312659483823511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/8735312659483823511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/custam-mais.html' title='Custam mais'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1135543170697390461</id><published>2008-11-18T11:14:00.002+01:00</published><updated>2008-11-18T11:18:25.031+01:00</updated><title type='text'>Estética da recepção</title><content type='html'>Tenho escrito sobre episódios passados há 5 anos, há 10 anos, há 15. Os leitores acham que escrevo sempre sobre episódios da véspera. Estão no seu direito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1135543170697390461?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1135543170697390461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1135543170697390461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/esttica-da-recepo.html' title='Estética da recepção'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-1133529114798540634</id><published>2008-11-18T11:10:00.002+01:00</published><updated>2008-11-18T19:56:34.195+01:00</updated><title type='text'>Da vida das cicatrizes</title><content type='html'>O &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt; conta que cientistas portugueses descobriram um processo de aceleração da cicatrização das feridas. Isto, que em si mesmo é notável, tem este acrescento: os cientistas vão partir daí para o estudo de como impedir o desenvolvimento de tumores. Nunca me tinha ocorrido tal coisa: que a cicatrização &lt;em&gt;não garante&lt;/em&gt; a recuperação. Há complicações e degenerescências. E uma cicatriz pode transformar-se num tumor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-1133529114798540634?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1133529114798540634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/1133529114798540634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/da-vida-das-cicatrizes.html' title='Da vida das cicatrizes'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-3000712350998502899</id><published>2008-11-17T11:43:00.006+01:00</published><updated>2008-11-17T19:25:08.928+01:00</updated><title type='text'>O império do verosímil</title><content type='html'>Vários escritores prestigiados (Coetzee, Fuentes, García Márquez, Pamuk, Rushie, Roth e outros) assinaram uma declaração conjunta dizendo que acreditam na inocência de Kundera, acusado de delação e colaboracionismo com o regime comunista. Os escritores atacam também o alarido mediático em torno dessa aparente calúnia. Yasmina Reza, por seu lado, escreveu no &lt;em&gt;Le Monde&lt;/em&gt; que a acusação a Kundera não tem nenhuma resposta possível: Kundera pode negar uma vez (o que fez), mas depois só pode &lt;em&gt;repetir a negação&lt;/em&gt;, pelo menos até haver provas mais concretas que sustentem as alegações. A delação cria um «acontecimento» que é fatal, sobretudo para alguém que escolheu o silêncio como modo da vida (fora dos livros). A calúnia circula porque é verosímil e, diz Jean Daniel, no império do verosímil a calúnia triunfa sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-3000712350998502899?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3000712350998502899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/3000712350998502899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/o-imprio-do-verosmil.html' title='O império do verosímil'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35815854.post-7619781847985444284</id><published>2008-11-17T02:32:00.001+01:00</published><updated>2008-11-17T02:34:26.974+01:00</updated><title type='text'>A condição humana</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SSDJ4rDICzI/AAAAAAAAALQ/r9UMQEr_40A/s1600-h/bacon.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269433539489172274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SSDJ4rDICzI/AAAAAAAAALQ/r9UMQEr_40A/s320/bacon.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35815854-7619781847985444284?l=estadocivil.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7619781847985444284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35815854/posts/default/7619781847985444284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://estadocivil.blogspot.com/2008/11/condio-humana.html' title='A condição humana'/><author><name>Pedro Mexia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DfX5IHaYUh4/SSDJ4rDICzI/AAAAAAAAALQ/r9UMQEr_40A/s72-c/bacon.bmp' height='72' width='72'/></entry></feed>
